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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018



Há quatro anos, Geraldo Dias, diretor e ator teatral, dirige no Pátio da Bandeira do Monte dos Guararapes, a céu aberto, a Paixão dos Guararapes. São 120 trabalhadores voluntários envolvidos, divididos entre 40 e 45 atores, e 80 figurantes que se revezam para auxiliar a produção. O evento acontece entre os dias 29 e 31 de março, a partir das 19h. A entrada é franca.
Anualmente, são três mil pessoas, por dia de apresentação, para conferir a adaptação dos últimos momentos, segundo a liturgia, de Jesus Cristo. O Monte dos Guararapes foi o local escolhido por todo contexto histórico do local e estrutural para realizar o espetáculo. “A nossa interpretação é em cima do viés revolucionário. Como ele mesmo diz, foi o Cristo que não veio trazer a paz, e, sim, a espada. Ele rompia com a sociedade da época para trazer as mensagens de amor, caridade e paz”, explica Geraldo.
A produção para o espetáculo tem início no final de novembro, quando ainda estão sendo realizadas as parcerias para apoios e patrocínios. O cenário é quase todo construído artesanalmente com materiais recicláveis. “Utilizamos isopor, saco de cimento, cola, grude, etc. Evitamos que, o que seria lixo, esteja espalhado pelas ruas para transformar em objetos cenográficos”, justifica. Os tronos, paredes, mesas, espadas e até enxertos de cena, são arquitetados. Para a montagem, são necessários 30 dias de trabalho.

História

Há cinco anos, Geraldo foi convidado para dirigir a Paixão numa cidade da Mata Norte, mas pela proximidade do evento, não achou viável. No ano seguinte, resolveu realizar no seu próprio município, mas a falta de aporte financeiro faz com que o grupo caminhe, anualmente, uma via crucis coletiva.
“A Paixão custa R$ 196 mil reais. Temos apoios institucionais que auxiliam, mas não é suficiente ainda. A Prefeitura dá todo apoio institucional de sonorização, iluminação, limpeza do terreno e segurança. Este ano fizeram uma engenharia elétrica para poder levar os olhos do público apenas aos pontos de encenação”, explica.


Parte do elenco d' A PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018: Marcelino Dias, Moisés Monteiro de Melo Neto, Boás Ribeiro, Álvaro Heleno, Patrick Nogueira, Neemias Dinarte, João Lobo, Douglas Duan, Ana Montarroyos, Márcia Baade, Inailza Alves, Nildo Barbosa são alguns dos nomes que compõem a experiente equipe da PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018 



Moisés Neto (Pilatos, Marcelino dias (Judas) e parte do elenco de  PAIXÃO DOS GUARARAPES 

Billé Ares interpretou, até 2017, Herodes e Moisés Monteiro de Melo Neto (Moisés Neto) PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018


Moisés Monteiro de Melo Neto (Moisés Neto) interpreta Pilatos e Madá é Mulher de Herodes, na PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018




PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018




Parte do elenco masculino da PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018



O Texto É assinado por Albemar Araújo, com direção Geral e produção de Geraldo Dias, coreografias de Valeria Ferreira. A peça será encenada ao ar livre nos dias 29, 30 e 31 de março de 2018, nos Montes Guararapes (Pátio das Bandeiras, subida do Quartel (em frente à estação do Metrô Montes dos Guararapes), às 19hentrada francaO mês de março é repleto de simbolismo, sobretudo para os cristãos. Nesse período, é celebrada a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Para dar vida a essa história secular, são realizadas encenações, chamadas de “Paixão de Cristo”, uma das mais conhecidas é a Paixão dos Guararapes. São cerca de 100 pessoas trabalhando, entre atores, figurantes e produção. Haverá nove cenários, além de show pirotécnico. Este ano houve mudanças no figurinos e nos cenários e mais uma cena foi incluída: a de João Batista. O autor do texto busca sintetizar os últimos dias de Cristo de forma dinâmica. Albemar Araújo tem experiência dramatúrgica de mais de 30 anos de alquimia cênica; o autor busca dar um lado mais humano a figuras históricas como Pôncio Pilatos, governador da província romana da Judeia do ano 26 d.C. até o ano 36 ou começo do 37 d.C.a figura de Pilatos, que conhecemos pelo evangelho, é a de uma personagem indolente, que não quer se enfrentar com a verdade e prefere contentar a multidão; Sua presença no Credo é de muita importância porque nos lembra que a fé cristã é uma religião histórica e não um programa ético ou uma filosofia. Pilatos caiu em desgraça, junto ao Imperador romano Calígula e, cometeu suicídio por volta de 37 d. C. Por outro lado, não se sabe ao certo como ocorreu sua morte porque, conforme o apócrifo do Novo Testamento “Atos de Pilatos” (conhecido como Evangelho de Nicodemos, escrito provavelmente no séc. IV) a responsabilidade sobre a condenação de Jesus recai sobre os judeus e, o papel de Pilatos é minimizado. Por causa de tal escrito, nas igrejas Ortodoxa e Ortodoxa Etíope ocorreu uma reabilitação de Pilatos, conduzida ao ponto de sua canonização, juntamente com sua esposa, Claudia Prócula; 

PAIXÃO DOS GUARARAPES 2018: Cena de Jesus Cristo diante de Pilatos



Pilatos executou grandes obras na época e teve seu nome gravado na história como pivô da trama que resultou na morte do líder do Cristianismo. Pilatos seria o único que poderia ter salvado Jesus; sua mulher Cláudia, interpretada pela atriz paranaense Márcia Baade, aderiu à causa cristã, a cena entre os dois é uma das mais inquietantes do espetáculo; é neste cenário que acontece a flagelação do Rei dos Reis. Outra cena de grande impacto é a da Bacanal de Herodes, cheia de dança e cor, com uma impressionante coreografia cheia de efeitos. A peça promete ser uma atração para toda a família e irá relembrar a trajetória de Jesus Cristo nos seus últimos dias. 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

SEJAMOS TODOS FOLIÕES, sem medo das propinas...


     
por  JOMARD MUNIZ DE BRITTO



Nossos carnavais não desejam curtir           a palavra que se tornou palavrão.     
Sejamos foliões apesar das três mil    sílabas: PRO PI NA.  
Esqueçamos portanto a crueldade dos profissionais da po-li-ti-ca-ria: que nos ameaça e chega a nos confundir e talvez consumir. 
Sejamos outros: entre desejos e desafios antes e depois das carnavalizações. 
A imagem de Naná Vasconcelos com seu berimbau no Marco Zero do Recife nos convida para uma saudável carnavália

Apesar de tudo. Nossas ruas esburacadas. 

Nossas avenidas precariamente iluminadas. 
Nossos políticos profissionais do sorriso: antes e depois e sempre em eleitoreiras Campanhas.                                                  
   Recife não pode ser melhor nem pior do que Paris, 
Salvadolores ou do Rio       quase sempre violentador.  
                          Sem rimas. 
Sem conformismos.             
    Sem viseiras nem vistorias.     
                     Sejamos todos foliões de olhos abertos    para o futuro do indicativo. Presenças.    
  Jamais esqueceremos o RSI de nossas          folias psicanalíticas.                                           Real/Simbólico/Imaginário.                           
  Pelo R, além do riso fácil, queremos o mais revolucionador. 
Revelando múltiplos desafios para nossas tradições machistas, masculinistas ou transgressoramente pansexuais.       
  R sem realezas. S de múltiplas saudades permanentes. 
Sal da terra, dos mares, dos afetos. 
 I do nosso imaginário que sabe dançar, brincar, brilhar por e para todos, as. 
      Sejamos novos foliões. 
Outros, as.              
Do Bloco do NADA ao  GALO das MADRUGADAS.             
              Sejamos atrevidamente foliões.


Recife, carnaval de 2018.                    





domingo, 4 de fevereiro de 2018

Fui ao o 54º Baile Municipal do Recife,

Mesmo não estando tão disposto, fui ao o 54º Baile Municipal do Recife, famosa prévia que já frequentei muito e que todo ano renovo os votos, nesta festa para Mateus nenhum botar defeito que efervesce o lado folião(ã) adormecido há 360 dias  desde o último Carnaval. 




Fui vestido de homem da meia-noite estilizado (risos e siso, estava bem confortável; vimos o desfile de fantasia, a premiação do rei Momo e da rainha que vão à Espanha, pelo que percebi; a seguir o show de Romero Ferro (que já atuou numa peça que escrevi, “Bruno e o Circo/ O circo do Futuro”), tendo como convidados Canibal (vestindo Eduardo Ferreira, por suposto, elegantíssimo e numa performance impressionante, Silvério Pessoa, mais profissional impossível, num estalo assumiu o domínio do palco), Clarice Falcão com aquele jeito dela de ser e dizer, a todos encantou com um charme mágico e meio tímido, a dizer coisas fortes numa poesia que já lhe é peculiar. 

Amigos: o ator e produtor Raul Elvis ao lado de Moisés Neto


O ator e produtor Lano de Lins ao lado de Moisés Neto



A produtora Tici Pacheco  ao lado de Moisés Monteiro de Melo Neto



No repertório do FREVÁLIA, nome do show de Romero, teve Chico Science e muita gente boa, mas a música “Morrer em Pernambuco”, salvo engano, que abre e fecha é de uma complexidade que traz um novo Severino pós-cabralino que fez o salão de Baile do  Classic Hall refletir, uma reflexão do tipo “uma cerveja antes do almoço” tudo zen. 


Uma festa tamanho família


Mais uma vez, a primeira-dama da cidade, Cristina Mello coordenou o evento, este baile beneficente com renda arrecadada para seis instituições sociais no Recife (Instituto do Fígado e Transplante de Pernambuco, Maracatu Nação Encanto do Pina, Orquestra Anjo Luz, Instituto Filadélfia, Associação Cristã Feminina do Recife e Espaço Criança). Ela declarou: “uma festa 100%, valorização da nossa cultura, nossos artistas”,Homenageados, Nena Queiroga e Jota Michiles , tiveram as presenças de Elba Ramalho (paraibana com ares de cidadã recifense, que amo), Spok, André Rio, Almir Rouche, Claudionor Germano. Que bom ver gente como Albemar Araújo, Ticiana Pacheco, no comando de área que dá suporte a toda esta festa. Circulando estavam Raul Elvis, Lano de Lins (Lux pouca é bobagem, cada entrada de Lano em cena nos faz ficar sem fôlego), e uma profusão de outras pessoas que gosto. Ao meu lado, a professora e pesquisadora Telma Virgínia, apreciava cada detalhe da festa com olhos felizes

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Suzana Costa e Júnior Sampaio em RICARDO III, adaptação de Moisés Monteiro de Melo Neto, da obra de Shakespeare, com dramaturgia e direção de Moncho Rodriguez, lançamento do, projeto, dia 28 de janeiro de 2018, Teatro Arraial Ariano Suassuna, Recife, Brasil.




Sublime, é o que posso dizer de Suzana Costa, interpretando Ana, em Ricardo III; exatamente como a imaginei quando escrevi esta adaptação tendo como base o original do bardo inglês. Fotos: Pedro Portugal


Suzana Costa e Júnior Sampaio em RICARDO III, adaptação de Moisés Monteiro de Melo Neto, com dramaturgia e direção de Moncho Rodriguez, lançamento do, projeto, dia 28 de janeiro de 2018, Teatro Arraial Ariano Suassuna, Recife, Brasil.



 Eu conheci essa atriz grandiosa quando eu tinha 16 anos e estudava na UFPE; ela já queria ser Blanche, da peça Um bonde chamado desejo. A vi como Titânia e tantas personagens que já nem sei; dividi o palco com ela por mais de dois anos na montagem de um musical de João Falcão. Uau! E vê-la assim, no palco, depois de encarnar minha Fedra, gostar do meu Ricardo III. Sem palavras. Amor, querida Suzana, de tantos personagens, deste seu fã ardoroso... foram suas fotos nos jornais como Cordélia Brasil, com direção do inigualável José Francisco Filho, e em Toda Nudez, dirigida por Cadengue, que me fizeram escolher o teatro como razão maior da minha literatura; há estrelas do quilate de Sonia Bierbard, que também me deixam embevecido, Isa Fernandes Maia Leite, Magdale Alves, Ivonete Melo. Grato. a vocês. Parabéns à M Leon Produções. A night to remember...



Com Ricardo III, Junior Sampaio, da EntretantoTeatro Portugal Brasil Teatro, este sertanejo português, que conheci quando fazíamos curso na TV Universitária, com José Jose Mario Austregésilo DA Silva Lima e Luiz Maranhão e já demonstrava vigor e determinação e o tempo, como faz com os bons vinhos transformou num ator que exibiu sua força ao encarnar, mesmo que de leve, o terrível Ricardo III, inspirado pela minha versão de Shakespeare. Um brinde, caríssimos; são instantes assim que fazem de um ator, um gênio. Parabéns à M Leon Produções , pelo evento notável, pela coragem de fazer um teatro peculiar, e um brinde ao mais novo produtor da cidade do Recife, este senhor Leon.
 — com Suzana Costa em  Teatro Arraial Ariano Suassuna.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A CEIA DOS CARDEAIS, de Júlio Dantas, Simbolismo Português, nova montagem em Recife: Imperdível!

Ontem, no Teatro Barreto Junior, Recife, o jornalista e ator Jomeri Pontes, a produtora, pesquisadora e atriz Mísia Coutinho, Moisés Monteiro de Melo Neto (Moisés Neto) e o ator do espetáculo A CEIA DOS CARDEAIS, de Júlio Dantas, Simbolismo Português(estreia). 24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS; produção Paulo de Castro. Bom teatro em Pernambuco.


Sobre o texto, comenta Eunice Azevedo: A estreia de um dos textos de maior êxito da dramaturgia portuguesa, A ceia dos cardeais, ocorreu no Teatro D. Amélia (hoje São Luiz), a 24 de março de 1902, original de Júlio Dantas foi encomendado pelo Visconde S. Luiz Braga e escrito propositadamente para a festa artística de João Rosa, tendo, posteriormente, conhecido grande sucesso com mais de 50 edições em português e várias traduções noutras línguas. Foi, também, representado um pouco por toda a Europa, bem como na América do Sul. A peça em um ato, escrita em verso alexandrino, é composta, essencialmente, por três grandes monólogos proferidos por três cardeais – um português, um francês e um espanhol – que, numa luxuosa sala do Vaticano setecentista, saboreiam uma riquíssima ceia e recordam os seus amores de mocidade. A peça em um ato, A ceia dos cardeais, foi redigida em 1902, por Júlio Dantas, “em versos alexandrinos de rima emparelhada” e compõe-se por pouco mais que três grandes monólogos que nos revelam as aventuras amorosas da juventude de três cardeais: o Cardeal Gonzaga de Castro, com oitenta e um anos, bispo de Albano e Camerlengo, de origem portuguesa; o Cardeal Rufo, com setenta e três anos, de origem espanhola, arcebispo de Ostia e deão do Sacro-colégio; e, por último, de proveniência gaulesa, o Cardeal Montmorency – o mais novo, com sessenta anos – bispo de Palestrina. Os três cardeais, reunidos numa luxuosa sala do Vaticano durante o papado de Bento XIV, no século XVIII, partilham uma ceia digna da riqueza do ambiente que os envolve: um faisão acompanhado de trufas, xerez e champanhe francês, tudo servido em baixelas de prata e ouro, comido em loiça de Sèvres. Os três episódios amorosos evocados no texto propunham-se como representativos do espírito dos países personificados por cada um dos cardeais. Assim, o primeiro monólogo, debitado pelo cardeal espanhol, era “colorido e pícaro”, demonstrando uma imagem estereotipada da “fanfarronice espanhola” ); o segundo, do Cardeal Montmorency, “[…] procura[va] corresponder à imagem convencional do espírito francês” , marcado pela galanteria; e, por último, o episódio amoroso da mocidade do cardeal português, que Dantas apresentava não apenas como representando o “sentimentalismo português” , mas também, e sobretudo, para com ele demonstrar que, de todos os sentimentos à mesa confessados, este seria o mais verdadeiro dos três. A peça, habilmente descrita por Joaquim Madureira como uma sucessão de “[…] três monólogos, sem ação, sem cor, ligados entre si por um faisão com trufas, sedas roçagantes de príncipes de Igreja, acordes ligeiros num cravo antigo, baixelas ricas e versos delambidos”Apesar de muito criticado e de ter sido considerado, décadas mais tarde, uma “[…] banalidade brilhante, lamentavelmente sobrecarregada de referências epocais […]”, por Jorge de Sena , este “[…] sentimentalismo piegas […]”, de Júlio Dantas conheceu na sua noite de estreia um grande êxito, não tanto pela peça em si, mas mais pela impressionante cenografia – ao cuidado do talentoso Augusto Pina – materializada a partir da detalhada didascália inicial do texto. Augusto Rosa – o Cardeal Montmorency – dá-nos uma ideia da magnificência do cenário ao recordar o subir do pano na noite de estreia: “[…] ouviu-se em toda a sala um sussurro admirativo. A scena estava ornamentada profusamente com autenticas e riquíssimas pratas, a mesa guarnecida com os melhores cristais e louças, o chão coberto de soberbos tapetes orientais. Eu trinchava um faisão a valer, […] os criados serviam vinhos e champagne Moët et Chandon, que não bebíamos” . Este verismo e opulência cenográfica do espetáculo tornaram necessária a presença noturna de agentes da polícia no teatro, para que ninguém caísse na tentação de furtar os riquíssimos adereços de cena.Foi precisamente este cenário – aliado ao elenco de topo –, causador de um forte impacto no público e imprensa de então, que contribuiu, em grande parte, para o êxito do espetáculo, uma vez que “[…] se não fosse a comedia, em verso, e não a representassem os três primeiros atores da companhia do D. Amélia, o sucesso seria diminuto, porque A Ceia dos Cardeais é, em boa verdade, um pouco longa para tão pequeno assunto” ). Todavia, este espetáculo foi, sem sombra de dúvida, o grande êxito da festa artística de João Rosa e “[os] aplausos a Júlio Dantas e aos seus intérpretes pareciam intermináveis; o pano subiu inúmeras vezes e tudo dir-se-ia envolto numa atmosfera de apoteose” Apesar das críticas negativas por parte de vários autores, como Joaquim Madureira, Fialho d’Almeida ou Teixeira de Carvalho, nem toda a imprensa recebeu A ceia dos cardeais com hostilidade. Recorde-se, a este propósito, a crítica de Jayme Victor: “A Ceia dos Cardeais é uma pequenina obra prima, é um ato em verso, alexandrinos primorosos, de um ritmo suavíssimo, de uma correção parnasiana, e de um colorido pujante, em que as meias tintas estão dispostas com uma arte superior, e as imagens ressaltam espontâneas, dando um relevo encantador à ideia poética que atravessa toda essa singelíssima ação”. A crítica ao trabalho de Júlio Dantas não se esgotou nos comentários à Ceia dos cardeais, nem sequer se restringiu apenas à sua produção literária. Júlio Dantas, o homem, foi, também, alvo de críticas corrosivas por parte do movimento modernista português, entre as quais se destaca o polêmico Manifesto Anti-Dantas e por extenso, de Almada Negreiros, que surgiu em 1915, no seguimento da estreia de Soror Mariana, a 21 de outubro desse mesmo ano, no Teatro do Ginásio. Esse manifesto atacou principalmente Júlio Dantas – mas não só – como símbolo de toda uma geração retrógrada, bem como do estagnado panorama literário português. Atualmente, a importância deste texto insere-se, quase exclusivamente, no domínio da arqueologia do teatro português, como nos recorda Luiz Francisco Rebello, ao referir que “ muito deste teatro, mesmo nos casos de maior apuro técnico ou literário, possui hoje um interesse apenas documental. Mas espelham-se nele os gostos e as preocupações de uma época”

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Os Jardins Suspensos da Criação, de Eduardo Maia

‘STELLIUM 2018 - Os Jardins Suspensos da Criação’, de Eduardo Maia {em 12AMOS}


I – OCUPAMOS o Teatro de Santa Isabel do Recife, na noite dos ‘Astrólogos de Reis’ (sábado, 6 de janeiro) - lotado com 320 pessoas, pelo 37º ano consecutivo, realização da Academia Castor & Pólux, com introdução sobre Astrologia Tradicional para novatos & ‘Ajardinamentos Criativos’ para todos.
II – ASSINALAMOS, no Anuário ‘O que continua’: Júpiter trígono Netuno (R/maio e D/agosto) - agora sem as Viciosas Ocultações: estímulo da caridade com abrigo aos imigrantes + Plutão em Capricórnio, na ‘Insustentável Megalomania do Ter’, abalando as Instituições!
III – EXPLICAMOS: a atração do ano é o Ingresso de URANO em TOURO {15/maio (c/repescagem Áries em novembro), até julho/2025} que inaugura ciclo de revoluções exorbitantes nos alimentos-vitais, nas moedas-virtuais e nas tecnos-virais.
A máquina já engoliu os humanos: na 4ª RI, você vai desligar o adoro-cel, para (se)ligar no sonoro-Céu?!
IV – IMPRESSIONAMOS no conselho: Liberte seus Ideais, anule a Suspensão da Beleza & peregrine rumo aos Jardins Suspensos da Criação: artístico, sacro e social!
V - MITOGRAFAMOS: O Rapto de Europa, do Jardim Venéreo ao Êxtase Etéreo. E a Trajetória de Io, da amante onipotente ao Itinerário Persistente...
VI – ANALISAMOS: A Ciência da Astrologia, que penetra as sutilezas da linguagem e a chave dos enigmas, no Antigo Testamento da Biblia (in Livro da Sabedoria 8, 8-9), para alto-contrôle de fanáticos-ao-pé-da-letra.
VII – AMPLIAMOS com Exercícios de Ícone-Símbolos, via Power-Point de Urano, Urânia & Touro;
de Cine-Símbolos com sequência dos Filmes {todos estreando com Urano em Touro}: ‘Tempos Modernos’ (Modern Times, 1936) do ariano Charles Chaplin; ‘Alô, Alô, Carnaval’ do virginiano Adhemar Gonzaga (1936); e a única sequência que Carlitos fala/canta ‘The Non-Sense Song’ (in ‘Tempos Modernos’);
E Simbolismo-Poético com ‘Graça’ da sagitariana Adélia Prado {in ‘O Coração Disparado, 1977}.
VIII – MANGAMOS com o Vídeo-Arte: ‘Luzes Amarelas & Dona Ninita na Bélgica!’ - Estrelando, o Prof. Mercúrio, o Mangoterapeuta, em sátira mordaz&mordida contra os desrespeitadores do Trânsito- aqui e alhures!
IX – INSTRUÍMOS a prática recomendada para o período: instantes contemplativos, com auxílio da Trilogia ‘Ciência/Arte/Religião’ – o Bom, o Belo e o Bem – além da terapêutica ‘Observação de Céu’...
X – HOMENAGEAMOS o ‘Eterno Feminino’ que, segundo Goethe, “...Nos levará para o Alto” {Vênus, a Bela, é a regente de Touro e participará desse ciclo com a Arte}.
XI – (A)CREDITAMOS:
Urano & Anjos (‘Vênus vestida e adornada pelas Horas, na presença de seu pai Urano’ - John Cotelle, o Jovem – 1689/1691) apreciam Io nos Jardins Suspensos (‘O Mito de Io’ - Bartolomeo di Giovanni, 1490) e Mercúrio com a cabeça de Argos aproveita da Árvore das Delícias. (“Jardim de Delícia” in ‘Céu & Terra Coleção de Desenhos’ – William Morris, 1834/1896).
{Capa do Programa/Almanaque ‘Stellium 2018’:
Pesquisa Imagética de Eduardo Maia
Execução Visual de Bruno Lombardi/Studio Fundação}
XII – AMAMOS {& GUARDAMOS o elaboradíssimo Programa/Almanaque ‘Stellium 2018’ gratuito - disponível na Academia Castor & Pólux à tarde, telefonar antes} e AGUARDAMOS os que também Amam!
Xêros em Suspensão!
Professor EDUARDO MAIA 

Sou admirador do grande Eduardo Maia, desde os anos 80, quando assisti à sua peça O EXTRATO DE FORMOSURA", aquilo mexeu muito comigo, os vários códigos contidos nos seus textos me fascinam até hoje; estive presente no Stellium 2018, Noite de Reis com ele, um prazer que se renova e ilumina corações e mentes" (Moisés Neto)


domingo, 21 de janeiro de 2018

24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS, Paulo de Castro, homenagens e participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto

Paulo de Castro, Coordenador-geral do Janeiro de Grandes Espetáculos e Presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco/Apacepe, expressa-se deste modo ao se referir ao 24º Janeiro de Grandes Espetáculos:"Vamos todos sair desta crise. Claro, precisaremos de força, determinação e, sobretudo, diálogo. Para isso, necessitaremos ser tolerantes. E resistentes. Resistência, aliás, é uma palavra que muito bem define o Janeiro de Grandes Espetáculos. Um festival longevo, que chega a sua 24ª edição conciliando o que de bom a experiência nos oferece com o frescor dos renovados ares.Em 2018, pisaremos no palco sob nova alcunha. Somos, agora, o Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco. Ao lado dos espetáculos teatrais, teremos mais música, mais shows de qualidade, mais gente incrivelmente boa que movimenta a cadeia criativa e cultural do Estado.A valorização do artista pernambucano nunca sai de foco no Janeiro. Estamos sempre atentos, antenados e empolgados com o que acontece nas coxias e tablados. E queremos levar para nosso público aquilo que de mais relevante e pulsante vem sendo construído na cena local. Num intercâmbio com companhias de outras cidades, e até internacionais, conseguimos fechar uma grade de espetáculos que muito nos orgulha.Outra novidade é que as ações paralelas - oficinas, cursos, debates, lançamentos de livros e seminários - foram incrementadas com uma programação fomativa pensada para promover e disseminar o ser, o pensar e o fazer nas artes cênicas.A partir do dia 10 nos vemos, então, nos teatros do Recife?Bom espetáculo para todos!


2. E Renata Phaelante escreve sobre a homenagem aos seus pais: "Meu olhar é de profunda admiração e infinito amor... Portanto, peço que perdoem se essas poucas linhas ficarem floridas demais. Não tenho como evitar. Trata-se de um romance, de uma linda história que teve início na década de 1960. Vanda, segundo me contaram, havia entrado no mundo do teatro através do olhar sensível do Dr. Valdemar de Oliveira, diretor e fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco, enquanto Renato havia realizado alguns espetáculos em festivais estudantis e ingressado como locutor nas rádios pernambucanas. Quando se encontraram, ele era noivo, mas tratou de esconder a aliança e de correr para terminar o noivado em Maceió, antes de beijar Vanda, seu novo amor. E foi naquele momento que tudo começou, porque a partir daquele selo nos lábios, foi também selado um acordo de almas. Almas afins...Vanda e Renato se uniram na arte e na vida e construíram muitos sonhos, afinal, como já disse o poeta, “o amor é estrada de fazer o sonho acontecer”. Nessa estrada mesmo, adentramos eu e meu irmão. Crianças ainda, éramos levados a ver os espetáculos sendo construídos, nos ensaios... um encantamento nos tomava e, aos poucos, eu já não conseguia me enxergar fora daquele mundo. O alerta veio do Dr. Valdemar, que com um tapinha em minha cabeça informou aos dois: “Prestem atenção nessa menina! Tem muita gente dentro dela”. Maneira carinhosa de dizer que eu também seria uma atriz. Não deu outra! Aos oito anos, estava eu contracenando com seu Renato no espetáculo “A Capital Federal”. E daí em diante, começamos a contar juntos, os três, muitas outras histórias.Nada do que eu escreva aqui poderá definir com clareza o que é a emoção de compartilhar desse amor pela arte com eles. Só quem vive compreende! Mais que companheira de cena dos dois, eu sou a espectadora mais atenta, mais emocionada, mais encantada e mais orgulhosa! Donos de um talento inquestionável, ambos me conduziram, mesmo sem perceber, por esse caminho de sensibilidade que me tornou cidadã. Contemplá-los sempre juntos, em casa e nos palcos, defendendo os mesmos ideais, foi, sem dúvida, fundamental para nossa formação.Pais zelosos, amigos e, sobretudo, exemplos. Porque “a palavra ensina, mas o exemplo arrasta”, fizeram o melhor que puderam fazer, com um amor abnegado por mim, por meu irmão e por toda a família que formamos. Sim, eles merecem esta homenagem! Eles merecem todas as homenagens, especialmente por nos ensinarem que é possível amar tanto! Enquanto filha orgulhosa, agradeço com o coração em festa ao Janeiro de Grandes Espetáculos por esta singela homenagem."


3.        24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto:

24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS participações do Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto (da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)