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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Professor Moisés Neto visitou a PEDRA DO REINO



A pedra do Reino e o massacre Sebastianista No Sertão de Pernambuco encontramos a cidade de São José do Belmonte (a 473 Km de Recife, acesso pela BR-232) que tem como principal atrativo a Pedra do Reino, formação rochosa de granito no formato de duas torres, sendo que uma possuí certa de 30 e a outra 33 metros de altura. A região onde se localiza e curiosa Pedra do Reino seria palco de um dos eventos mais controversos da história brasileira. Pedra do Reino, palco da matança ocorrida entre os dias 14 e 17 de maio de 1838, começa pelo menos 270 anos antes, em Portugal, quando D. Sebastião é declarado rei aos 14 anos, em 1568.O espírito aventureiro, explosivo, religioso e também belicoso do rei, o faz cometer inúmeros atos questionáveis. O maior, no entanto, é aquele em que perde a vida, lutando contra os mouros na Batalha de Alcácer-Quibir, na África. D. Sebastião num acontecimento simbólico: um dia ele voltaria para libertar e trazer de volta a felicidade ao seu povo; o messianismo político-religioso de Portugal do século XVI ressurge deturpado e violento no interior de Pernambuco, três séculos depois.Em nome de Dom Sebastião, auto-proclamados profetas formaram comunidades que aguardavam a sua ressurreição. Os adeptos a este movimento esperavam a ressurreição do santo sob a crença de que os males seriam convertidos em alegrias, o mal se tornaria bom, o velho se tornaria jovem, e assim por diante; na Serra Formosa, em São José do Belmonte os sebastianistas da Serra Formosa fundaram uma espécie de reino, que os dava direito a uma coroa feita de cipós.Também manipulavam uma bebida à base de ópio e jurema. O primeiro rei foi João Antônio. Ele dizia que o rei havia lhe aparecido para mostrar-lhe um tesouro.Bem a direita dessa imagem é possível avistar a formação rochosa
João Antônio portava um folheto de Cordel e duas pedras preciosas , dizendo tê-las encontrado na Lagoa Encantada, situada na área da Pedra Bonita, o folheto funcionava como uma bíblia sebastianista e as pedras, eram usadas para atrair a atenção da população. Através disso João consegue casar-se com Maria, moça que lhe foi negada por seus pais anteriormente e consegue angariar dinheiro e demais riquezas, prometendo que estas seriam pagas quando o reino desencantasse após a vinda de D.SEBASTIÃO Nas suas pregações, era auxiliado por todos os membros de sua família e outros adeptos, que percorriam as áreas circunvizinhas da região. Instalava-se assim, o Primeiro Reinado da Pedra Bonita, reinado este que foi marcado por pregações fanáticas e idéias socialistas. O sofrimento desses visionários e o ódio contra o poder e a propriedade. Desencadeando a rivalidade com os proprietários locais que através do Padre Francisco Correia de Albuquerque conseguiu dissuadir o Rei João Antônio, a abandonar a região e fugir para o Ceará. Com a fuga de João Antônio seu o cunhado, João Ferreira, acabou assumindo seu lugar e tornando-se um "rei" louco, cruel e sanguinário.Vivendo nos moldes de um reinado, João Ferreira fazia pregações e mantinha o controle de todos os hábitos e atos dos seus seguidores, impondo as regras em nome de D. Sebastião. Nas suas pregações o número de seguidores aumentava, fazendo com que a comunidade-seita chegasse a contar com 300 membros, entre homens, mulheres e crianças. A comunidade mantinha alguns hábitos e normas peculiares. Os homens podiam casar-se com várias mulheres, a higiene pessoal não era permitida, nem a lavagem de roupa e o trabalho não era necessário; também comiam pouco, bebiam em abundância, rezavam e dançavam esperando o grande acontecimento: a vinda de D. Sebastião.João Ferreira fez as pessoas crerem que Dom Sebastião estaria "encantado" na Pedra e só retornaria, realizando todas as promessas feitas àquele povo, quando o lugar fosse lavado com sangue.No dia 14 de maio de 1838, após embriagar a muitos membros da comunidade, o "rei" comunica a todos que D. Sebastião estava em profundo desgosto para com eles, pois eram homens incrédulos, fracos e falsos e não tinham coragem de regar o campo encantado, nem de lavar as duas torres da catedral do reino, com o sangue necessário para quebrar o encantamento e dar a todos uma oportunidade de vida melhor.
São muitos os relatos de mortes voluntárias (com pessoas se jogando do alto da Pedra) e involuntárias (a maioria era decapitada, incluindo crianças) ocorridas entre os dias 14 e 17 de maio.Cinquenta e três pessoas foram sacrificadas nos três dias da matança, incluindo a mulher do "rei", a rainha Izabel.Tal ato despertou a ira do cunhado, Pedro Antônio, que mesmo de longe conseguiu falar com os discípulos, dizendo-lhes que Dom Sebastião precisava também do sangue do próprio rei, João Ferreira. Conta-se, que esse teria morrido com requintes de crueldade.O major Manoel Pereira da Silva, outro conhecido personagem da história, soube do ocorrido e foi com suas tropas conter a verdadeira chacina provocada pelos reis da Pedra Bonita (que Ariano Suassuna, em seu romance, chamou de Pedra do Reino).



domingo, 8 de outubro de 2017

Disco novo dos Rolling Stones, em dezembro de 2017 (anos 60, de volta ao futuro)

Ano passado assisti ao show dos Rolling Stones no Maracanã (Turnê OLÉ!): UM DOS MELHORES DA MINHA VIDA. Uau! E agora vejo que a banda inglesa mais que cinquentenária (!) vai lançar novo álbum: "On Air" (anunciado nesta sexta-feira, 06).

 Capa do CD ON AIR, dos Stones, traz músicas gravadas em 1960 que foram restauradas especialmente para este projeto. 

Moisés Neto, Sabrina Serpa e Fernando Cordeiro  no show dos Stones, RIO 2017 


Está chegando o novo CD dos Rolling Stones!


Vai ser em  dezembro, no dia primeiro, e será em vários formatos, inclusive, uma versão especial em vinil. Nas redes sociais, junto com um vídeo promocional, a banda crava que o disco: "Oferece uma visão única sobre os dias de formação da banda. Este é o Stones de onde tudo começou, tocando a música que eles amavam muito: Blues, R&B e até mesmo o country. Cada faixa foi restaurada pela Audio Source Separation e vocês poderão perceber a impressionante diferença que isso fez em cada uma delas".


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Tiros na plateia de um festival de música no hotel Mandalay Bay, Estados Unidos

Triste pelas 50 pessoas que  morreram e pelas outras 200 que ficaram feridas no tiroteio durante um show em Las Vegas.

ONDE TODO TEMPO por JMB



              
É mínimo mas pode ser                         múltiplo em todo e qualquer lugar.              Onde Sonia esteja nos liberando.      Poemas autografados                                    na floresta dos signos e avenidas            com sinais fechados para travessias.                                  Sem acadêmicas prosopopeias.             Desde sempre Sonia                            devassando enigmas cotidianos                  que nos arrebatam sem atormentar.           A releitura em pesquisa de outros    PROVENÇAIS do tempo            além e aquém de outras idades e perversidades (relidas no livro de Dione Barreto)  ouvindo LIGNINA pela Banda do SERTA:           Serviço de Tecnologia Alternativa.           De Pedro Celso e Arion Santos arriscando-se para nos co-mover            entre mares, rios, janeiros e outubros. Onde todo tempo nos alimenta e talvez de-sen-vol-va  sem medo das temeridades.    Quem poderia esquecer do livro                     DO AMOR E SUAS PERVERSIDADES?                 Quem sabe da PROVANZA para dançar? Permitir novos aromas reinventando palavras com Z.   Ouvir os outros por inteiro. Vivenciando outra Itália com sabores e saberes. Sem dissabores.                                    Antes e depois do agora e do amanhã. No lugar da imaginação ZERANDO o medo. Antecipando emoções e compromissos          além de nós mesmos e outros desejos.




Jomard Muniz de Britto                  

              Recife/outubro/2017                                   

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Aristóteles e a tragédia

Aristóteles define a tragédia, como uma imitação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e adornos distribuídos pelo drama, com atores atuando e não narrando, despertando o temor e a piedade, tendo por efeito a catarse (purificação) destas emoções.


A tragédia é constituída por 6 elementos: a fábula, que é a imitação da ação; o caráter, que diz respeito à qualidade das personagens; as falas, que são o conjunto dos versos; as ideias, tudo o que dizem os personagens para manifestar seu pensamento; o espetáculo, que é a parte cênica; e o canto, principal adorno do espetáculo.
Os principais meios pelos quais a tragédia fascina as plateias fazem parte da fábula, que são as peripécias e o reconhecimento. As fábulas precisam ter uma extensão que a memória possa apreender por inteiro. Assim, a duração apropriada de uma tragédia é aquela que permite que nas ações, se passe da felicidade ao infortúnio ou do infortúnio à felicidade, o que torna a tragédia mais bela. A fábula precisa ser uma unidade, de maneira que, se acrescentada ou excluída parte dela, altera-se o todo.

TRÊS TRISTES GREGAS

Quanto à qualidade da fábula, esta só é bela se for complexa (peripécias e reconhecimento) e capaz de excitar temor e compaixão. Nelas, o infortúnio das personagens não são frutos de sua perversidade, mas sim das suas ações. Para ser bela, a fábula precisa propor um fim único, oferecendo a mudança da felicidade para o infortúnio em virtude de um erro grave.
Assim, o poeta deve criar fábulas e não versos, porque são as fábulas que imitam ações e fatos capazes de suscitar o temor e a compaixão.



As fábulas são classificadas em simples ou complexas de acordo com ações que imitam. Ações simples são as que produzem mudanças na sorte sem peripécias ou reconhecimento, e complexas, ações com peripécias, reconhecimento ou ambos.
A peripécia é a alteração das ações em sentido contrário ao que parecia natural. O reconhecimento é a passagem do desconhecimento ao conhecimento das personagens.
Sobre a divisão da tragédia, seus termos essenciais são: prólogo, que é a parte completa que antecede o coro; o episódio, parte encontrada entre 2 corais e o êxodo é a parte completa da tragédia da qual após não há coro. A tragédia se compõem de enredo e desfecho, além de apresentar estrutura dramática com início, meio e fim.
A tragédia deve ser construída de maneira que as pessoas, só ao ouvirem ou lerem, sem nada ver, possam aterrorizar-se e sentir piedade. Isso caracteriza o bom poeta.

Aristóteles destaca a competência do poeta ao narrar não o acontecido, mas o que poderia acontecer, o possível, a necessidade. Assim, a diferença entre o poeta e o historiador não está na forma da obra, mas no que relatam. Por isso, a poesia, segundo Aristóteles, é mais filosófica e de caráter mais elevado, pois permanece no universal.


(texto extraído do Seminário de História da Filosofia da Arte, Universidade do Rio de Janeiro, por Larissa de França)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

SONIA, SONIAS: tão plural do singular. POR Jomard Muniz de Britto, ainda JMB



Outubro: não importa se já tivemos desamores. Porque lemos e soubemos  que quase tudo começa e pode terminar em campo de flores.              Pela alvura das angélicas e desatino    certeiro das DORINHAS.  As mesmas Sonias de todos os desejos desejantes. Continuam tão singulares no abismo       de presenças sonoras e performativas. Com essa última palavra tudo ainda pode reinventar-se em rosa vermelha. Nosso corpo inteiro e sempre em busca de espaços reencontrados sem Proust. Qual o tempo de nossos eternos Robertos? ESCREVIVÊNCIAS.           ONDE TODO O TEMPO É BREVE         e nos deixa marcados sem aliterações. MARQUES: deixemos para outros a pergunta. Por QUEM a brevidade         do tempo?                                          SONIA de todos os sons, sonhos, pesadelos. Boleros sonolentos e frevos sempre rasgados e arrebatadores.           Ó DORINHA!                                   Ninguém saberia onde nosso tempo recomeça em outros precipícios.          Das falas e cântico dos cânticos.       Entre Sonias e Dorinhas quantas brevidades acontecendo para nós? Amamos e odiamos na mesma ou            em outras contra-posições?               Corpos seriam universos paralelos       ou plataformas da poeticidade?            Elas – Sonia e Dorinha – carecem        de outra VIA CRUCIS em nosso-vosso cotidiano. Sejamos como sempre         desejando um tempo breve, porém na primavera das pulsações.           Marcos sublimadores de nossos desamparos. Nem Freud nem Lacan poderiam ouvi-las sem reinventá-las. Toda psicanálise em mesas de bar        ou apartamentos acadêmicos.            Entre Paris e Holandas, Olindas,      Bahias e Janeiros ameaçados.


Recife, outubro/2017                         

domingo, 24 de setembro de 2017

O que Nietzsche disse sobre rebater agressões sem fundamento?


De tal modo que o mais temerário acabará, talvez, a ponto de dizer, com Giacomo Leopardi, a seu coração:

     "Nada vive, que fosse digno
De tuas emoções, e a Terra não merece um só suspiro.
Dor e tédio é nosso ser e o mundo é lodo - nada mais.
Aquieta-te".