Três Tristes Gregas
Texto de Moisés Monteiro de Melo Neto
Leitura dramatizada para o Janeiro de Grandes Espetáculos com direção Cira Ramos
Elenco: Isa Fernandes, Sônia Bierbard e Suzana Costa
Produção Executiva de Mísia Coutinho (METRATON)
Make up: Fê Uchoa; Design de luz: Eron Vilar;Sonoplastia: Fernando Lobo; Orientação corporal: Márcia Rocha; Criação de figurinos e adereços: Xuruca Pacheco; Programação visual: Ronaldo Tibúrcio; Participação especial voz na abertura: Magdale Alves
JORNALISMO: JOMERI PONTES
Três Tristes Gregas
Quando: 31 DE MARÇO (SEXTA), às 20h
Onde: Teatro CAPIBA (SESC CASA AMARELA), Recife (PE)
A proposta é fazer uma releitura da tragédia grega através de três das suas personagens femininas centrais: Fedra, Antígona e Elektra. Direção de Cira Ramos, com Suzana Costa, Sônia Bierbard e Isa Fernandes
A proposta é fazer uma releitura da tragédia grega através de três das suas personagens femininas centrais: Fedra, Antígona e Elektra, misturá-las com alcoviteiras, farrapos humanos e vícios, na intenção de atingir o limite entre o justo e o injusto diante dos deuses de Sócrates e das fábulas morais acerca deles, jogando com a ideia de que viver é morrer e querer é viver. A peça não deixa de ser filiada ao drama satírico, tragédia curta próxima ao ditirambo, misturando o grotesco, a seriedade e flertando com o humor.
SAIBA MAIS SOBRE ESSES TRÊS MITOS:
A filha de Agamemnon, Electra, havia se casado com um velho fazendeiro temendo que se continuasse na corte e se casasse com um nobre, seus filhos ficariam mais tentados a vingar a morte de Agamemnon. Seu marido, no entanto, se apiedou dela, recusando-se a aproveitar tanto de seu nome de família quanto de sua virgindade ; em troca, Electra passou a ajudá-lo nas tarefas domésticas. Apesar de seu apreço por seu marido camponês, Electra carrega consigo a mágoa por ter sido obrigada a sair de casa, e pela lealdade de sua mãe com Egisto. O jovem filho de Agamemnon e Clitemnestra,Orestes, foi levado para fora do país e encarregado aos cuidados do rei da Fócida , onde se tornou amigo íntimo de Pílades, filho do rei local.Já adulto, Orestes e seu companheiro Pilades viajam a Argos , em busca de vingança, disfarçados de mensageiros de Orestes; inadvertidamente, vão parar na casa de Electra e seu marido - que acaba por reconhecê-lo, por uma cicatriz , como a criança que ele havia levado à Fócida anos antes. Os irmãos então, agora reunidos, compartilham seus planos de vingança e passam a conspirar juntos para derrubar Clitemnestra e Egisto
Fedra (do grego φαιδρός (phaidros), "brilhante") é a filha deMinos (rei de Creta) e Pasífae (filha de Hélio, um oráculo bastante conhecida , irmã de Ariadne, Deucalião e Catreu). Deucalião, rei de Creta, como sucessor do irmão mais velho, decide que ela se casará com Teseu (rei de Atenas), que, segundo algumas versões, já era casado com uma amazona, Hipólita), a quem aparentemente tinha raptado. No dia da boda entre Teseu e Fedra, irrompeu uma guerra com as Amazionas, e estas foram derrotadas.Antíopa e Teseu teriam tido um filho, Hipólito.O jovem era muito formoso gostava muito de seu pai.Antes de tudo acontecer os deuses revelaram uma profecia a Fedra , que estava na solidão com seu marido viajando mundo afora, apaixonou-se perdidamente por Hipólito. Ao chegar em casa, Hipólito, que procurava seu pai não o encontrou e Fedra aproveitou a chance e convidou-o a ir caçar. Ao chegar na floresta eles se separaram do grupo e Fedra se jogou aos braços de Hipólito, sendo que ele se afastou não deixando-a chegar perto e foi embora. Fedra, enquanto Hipólito ia embora, tecia uma corda e amarrou-a em uma árvore e outra ponta em seu pescoço, assim se jogou da árvores se matando.Quando Teseu chegou ao palácio, e soube da morte de sua amada, abriu um baú dela, e dentro dele havia uma carta falando que ela se matou após sofrer agressões de Hipólito. Teseu, com muita raiva, condenou Hipólito á morte.
Antígona: quando os dois filhos de Édipo, Etéocles e Polinices, que se mataram mutuamente na luta pelo trono de Tebas. Com isso sobe ao poder Creonte , parente próximo da linhagem de Jocasta. Seu primeiro édito dizia respeito ao sepultamento dos irmãos Labdácidas. Ficou estipulado que o corpo de Etéocles receberia todo cerimonial devido aos mortos e aos deuses. Já Polinices teria seu corpo largado a esmo, sem o direito de ser sepultado e deixado para que as aves de rapina e os cães o dilacerassem. Creonte entendia que isso serviria de exemplo para todos os que pretendessem intentar contra o governo de Tebas.Ao saber do édito, Antígona deixa claro que não deixará o corpo do irmão sem os ritos sagrados, mesmo que tenha que pagar com a própria vida por tal ação. Mostra-se insubmissa às leis humanas por estarem indo de encontro às leis divinas Creonte é informado por um guarda de que o corpo de Polinice havia recebido uma camada de pó e com isso seu édito havia sido desrespeitado, colocando sua autoridade à prova. Ele se enfurece ainda mais quando o coro interroga-se, questionando se não teria sido obra dos próprios deuses. Um guarda descobre que o rebelde tratava-se de Antígona e a leva até Creonte. Trava-se então um duelo de ideias e ideais: de uma lado a fé, tendo como sua defesa o cumprimento às leis dos deuses, as quais são mais antigas e, segundo ela, superiores às terrenas, e de outro lado o inquisidor, que tenta mostrar que ela agiu errado, explica seus motivos e razões, mas cada um continua impávido em suas crenças. Creonte manda também chamar Ismênia, que mesmo sem ter concordado com o ato da irmã, ainda no prólogo, confessa o crime que não cometeu. Ainda assim não recebe a admiração da irmã, a única e real transgressora. Ambas são condenadas à morte. Eis maldições se acumularam sobre os Labdácidas. O diálogo travado entre Creonte e seu filho Hemon, futuro marido de Antígona, já no terceiro episódio, explicita a honradez do jovem rapaz e sua submissão às ordens paternas. Contudo, não deixa de levar argumentos concretos para a defesa de sua amada, de como o édito está sendo contestado pelo povo nas ruas, e que toda a cidade está de acordo com o feito de Antígona. Nesse ponto o autor mostra que a vaidade e o poder já tomaram conta de Creonte que acredita ser o único a poder ordenar e governar aquele país (”E a cidade é que vai prescrever-me o que devo ordenar?” e “Acaso não se deve entender que o Estado é de quem manda?”). O filho ainda tenta trazê-lo à razão: “Não tens respeito por ele [seu soberano poder] quando calcas as honras devidas aos deuses”. A discussão se acalora a ponto de Hemon ameaçar se matar caso o pai não revogue a condenação, mas é entendido como uma ameaça de parricídio.
Currículos das atrizes e da diretora: