Pelo
Prof. Dr. Moisés Monteiro de Melo Neto
(UPE/ UNEAL)
O Mal, considerado autenticamente, não é só
o sonho do malvado, ele é de algum modo o sonho do bem. (Bataille)
Este artigo busca
analisar o romance inglês O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights).
É o único romance da inglesa Emily Brontë, narra a história de amor obsessivo e
destrutivo entre Heathcliff e Catherine. É
narrativa em 1ª pessoa, existem dois narradores principais: a empregada Nelly
o inquilino Lockwood. A trama explora como o ódio, o preconceito
social e o desejo de vingança destroem não apenas a vida do casal, mas
também as gerações seguintes de suas famílias. A história se passa em uma mansão de uma fazenda chamada Morro
dos Ventos Uivantes, em meio aos pântanos de Yorkshire. O patriarca da
família Earnshaw adota um órfão de rua chamado Heathcliff, que passa a viver
como irmão de Catherine e Hindley. Enquanto Hindley odeia e maltrata
Heathcliff, Catherine desenvolve com ele uma paixão profunda e intensa. Ela,
no final: uma pessoa se vitimizando a se debater entre o real e o imaginário,
inserida no jogo do discurso e poder, numa história de ricos e seus empregados
QUE AGEM DE MODO BEM PECULIAR.
A
palavra wuthering é um termo de origem regional do
norte da Inglaterra que significa uivante ou soprando
ruidosamente. É usado principalmente para descrever o som forte e
violento do vento ou locais muito ventosos e expostos).
No entanto, o preconceito social
impede que eles fiquem juntos. Catherine decide se casar com um vizinho rico e
educado, Edgar Linton, da mansão da Granja Thrushcross Sentindo-se traído e
rejeitado, Heathcliff desaparece. Anos depois, ele retorna
misteriosamente rico e refinado, mas consumido pelo desejo de vingança. Ele
arquiteta um plano cruel para destruir todos os que o humilharam, social
e psicologicamente, adquirindo tanto o Morro dos Ventos Uivantes quanto
Thrushcross Grange. Catherine, dividida entre sua alma gêmea
(Heathcliff) e a segurança de seu casamento com Edgar, adoece e morre ao
dar à luz sua filha, também chamada Catherine.
Na
segunda parte buscamos
em Pêcheux e Battaile algum respaldo. Pêcheux foi o iniciador da Escola
Francesa da Análise de Discurso, produziu tematização do histórico, do social,
do ideológico, indicando que a reflexão não é fria, mas
lugar de emoção, também, resistência, enfrentamento, questionamento, não se
pretende fixista, mas energia intelectual. Michel Pêcheux (1938-1983) foi um filósofo francês que criticou
a ideia de que a comunicação é neutra e transparente. O
discurso não é apenas um meio de transmitir informações, mas um espaço de
disputas e lutas ideológica, define a Análise de Discurso como um campo
profícuo para a leitura e a interpretação dos discursos através do dispositivo
idealizado por ele e das próprias condições de produção dos discursos, ao mesmo
tempo em que sustenta a ruptura com o pensamento científico e a ortodoxia da
época ao propor enfoque teórico-analítico voltado para a consolidação
de uma Teoria do Discurso que estava intimamente associada à ideologia,
ao funcionamento do inconsciente e à luta de classes. Georges
Bataille (1897-1962) foi um pensador e escritor francês fundamental que
revolucionou a filosofia, a literatura e a antropologia do século XX. Suas ideias
radicais sobre o corpo, o desejo, a morte e o prazer moldaram profundamente
as bases da teoria crítica contemporânea. Ele
é central por desafiar a racionalidade tradicional e explorar os limites da
experiência humana através do estudo do erotismo, da transgressão,
do sagrado e do "Mal”.
A
autora do romance em questão representa a estrutura social que se quer fixa, no
interior da Inglaterra.
Considerada
uma obra do estilo gótico, da Era Vitoriana (1837-1901), e atualmente um
clássico da literatura mundial O Morro
dos Ventos Uivantes, único romance da autoria da escritora inglesa Emily
Brontë, surgiu em meio a um contexto histórico de aceleradas mudanças
políticas, sociais, culturais e econômicas. Após o fim dos conflitos liderados
por Napoleão Bonaparte, na Europa e da retomada das relações comerciais
marítimas, a Era Vitoriana representou um momento de paz e prosperidade para o
povo britânico, tendo sido a Inglaterra a pioneira da Revolução Industrial.
Lançado
pela primeira vez em 1847, sob o pseudônimo masculino Ellis Bell, a obra
provocou reações controversas em função do seu conteúdo não se ajustar à moral
e aos bons costumes da sociedade da época. O turbulento protesto ganhou ainda
mais força quando a segunda edição foi publicada, em razão da
descoberta/revelação de ter sido escrita por uma mulher. Sabemos que Mary
Shelley, autora do Frankenstein,
também sofreu preconceito na Inglaterra quando quis publicar seu romance.
É
bom lembrar que o percurso histórico e a visão conservadora que prevalecia no
período da criação da obra, destacava a ideia de cristão devoto, modelo de
família ideal, padrão de vida com um estilo baseado na elegância, isto
influenciou fortemente a produção/criatividade literária de Emily Brontë, que é
o que chamamos Zeitgeist (termo o alemão, pronuncia-se
“dzaigaist”), espírito
do tempo, conjunto do clima
intelectual, sociológico e cultural em uma época, período de tempo. Há relatos de que a obra também
sofreu influências da condição social que a autora vivia e do seu estilo de
vida insociável.
Com
a utilização do narrador-testemunha seguimos rumo à apresentação do narrado sem
a mediação os ostensiva de uma voz exterior, o clima de conversa, o tom
coloquial perpassa todo o romance, num clima envolvente de aconchego e ameaça,
suspense, confidência, perante o leitor, como nos folhetins melodramáticos.
Com
Heathcliff, a autora não visaria abrir a via mítica, mas parece fundir por todo
o romance as visões lírica e narrativa, em sutil ambiguidade na sua visão dos
conflitos de classes, nas suas práticas linguístico-literárias, dissolvendo,
muitas vezes, no seu bojo as marcas dos aparelhos ideológicos no
período em questão (1ª metade do século XIX, interior da Inglaterra), rasurando
na sua ficção, barreiras de classe, no seu manejo com a linguagem, onde o
racionalismo é transfigurado e o pensamento, em simulacro artístico, recria
a realidade, aí a lógica parece ser uma forma sublime de poesia (em Wuthering
Heights).
Emily
Bronte, uma maldição privilegiada. Ela aprofunda-se no abismo do mal, na sua
visão, até o fim. No Presbitério de Yorkshire, irmãs Brontë: pai pastor
irlandês e elas em tumulto exaltado da criação literária, solidão moral,
fantasmas da imaginação. Emily, escreveu um pequeno número de poemas. Em sua
obra a morte é a verdade do amor. Quem se reproduz retorna no duplo. Erotismo,
amor-paixão. Emily exprimiu o amor-morte divinamente. Vício é forma mais
significativa do mal, no tormento do amor mais puro. Cathy e Heathcliff deixam
sensualidade em suspenso. Vemos no romance de Emily formas sádicas do vício. Se
o mal traz benefício, não é o mal. O sadismo é o mal. As corridas selvagens
pela charneca, sem coerções, recusa de Heathcliff a Catherine, Cathy, a acabar
com essa imagem. Poesia sem premeditação no jogo da ingenuidade em movimentos
impulsivos sem convenções racionais dos adultos, isto é, calculados em convenções
dos adultos; sentimentos se fixam na idade da infância, sem lembrar
do mundo dos adultos ao qual estão prometidas estas crianças (Cathy e
Heathcliff). O reino maravilhoso da Charneca: ele e ela no País da Charneca,
Ao casar com Edgar Linton, ela renegaria essa selvageria pelo conforto,
mas isto não seria uma queda autêntica, a ida dela para uma “nova vida” na
Granja Thush; o que não seria para Emily um mundo assentado.
Edgar
Linton, marido de Catherine, não renunciou à arrogância da infância como
rico, mas se compôs soberano. Depois de rico, Heathcliff acha Catarina (Catherine)
uma traidora deste mundo da infância. Em Heathcliff temos a revolta
do maldito surge. Ele se empodera com seu ódio vingativo, sua raiva.O
romance contém episódios de fascinante ansiedade, nada detém o furor de
Heathcliff nem a morte. E tudo isso nasceu do sonho e imaginação de Emily
Brontë.A Vontade Demoníaca de Heathcliff (no reino do impossível e da
morte. Seria ele uma espécie de Peter Pan (para quem a morte poderia ser uma
aventura?). Heathcliff o combate o bem com raiva. Ele odeia a
humanidade e esta Bondade hipócrita. Consideramos o maior personagem
da literatura romântica: Heathcliff, criança revoltada (revolta sem
reservas).
E
destaquemos: que ação voluptuosa a da destruição! Não há outro Êxtase igual a
Divina Infâmia. Diz Heathcliff: “se não fosse contra a lei eu
os vivessecaria”, ele está falando dos Lintons e dos
Earnshaw, e vivissecção é procedimento para destruirchar seres vivos para
estudos científicos.
Um
ponto que eu destacaria também: o paradoxo de Emily Brontë, filha do pastor, a
tratar destes temas, deste modo, Cathy ao dizer “Eu sou Heathcliff! (I’m
Heathcliff) expressaria deste modo o que Emily diria? Deste modo, este
romance tem algo forte da tragédia grega: a transgressão trágica da lei e a
simpatia pelo transgressor da lei. Cathy sente a expiação posterior
por transgredir. E há a beatitude na morte de Heathtcliff e tal beatitude não se amedronta diante da
morte de da amada. Enfrenta seu perpétuo tormento que é o dos que
transgridem. A morte dela corresponde à morte no eterno tormento dos que agem
como ela.
Nesta
obra o texto busca superar o domínio do sagrado. A expiação estaria na
morte. Mas seria o ensinamento de O Morro dos Ventos Uivantes o da
religião? Afinal, ali, a embriaguez divina seria igual ao movimento
impulsivo da infância, que os adultos interditam àqueles que devem alcançar
a maturidade. É o que pressentimos ali:
necessário reencontrar o domínio do instante pertencente ao Reino
da Infância, e isso exige transgredir, mesmo que temporariamente, o que foi
proibido.
Emily
e Cathy dependem menos da moral do que da hipermoral: se liberam isentas de qualquer
preconceito de ordem ética ou social. O Humano surge como num feixe múltiplo
da criação artística, o que a realidade recusa? Emily conseguiu isso por ter
base moral, religiosa, sólida. O incesto, o que vemos ali são casamentos
entre primos e até de irmãos, se considerarmos Cathy e Heathcliff como irmãos
adotivos.
Emily
se distancia da ingenuidade e simplicidade cristãs, que se limita ao bem
equívoco no cristianismo entre Deus e a razão Isso explode em Emile Brontrë.
Seguindo a
linha Pecheutiana, propomos aqui uma reflexão que aceita o desconforto
do lugar-já feito e propomos refletir nos entremeios, estabelecendo regiões
nos interstícios, desconstruindo o discurso (Pêcheux, 2015, p. 7).
Analisamos o contato da história com o linguístico, não negando a história, ao
contrário, compreendendo-a experimentando seus limites no jogo social
psicológico, linguístico, literário, pós-moderna e hermeneuticamente diante de signos
opacos, fetiches teóricos, produzindo questões, mais do que respostas.
Usamos
também George Bataille (A Literatura e o Mal), em jogo oblíquo no
confronto discursivo, sem esquecer Pêcheux na materialidade discursiva
do enunciado, que vai na contramão por exemplo do grito coletivo dos
torcedores em uma partida esportiva (atividade gestual e vocal).
O Morro dos Ventos Uivantes expõe as
taras individuais, digamos assim, em meio a um jogo trabalhista perverso,
na primeira metade do século XIX, no interior da Inglaterra (Yorkshire, que
renomeada no romance chama-se Gimmerton.
O objeto do nosso estudo em questão inclui
contrários e exige reflexões estratégicas, por isso utilizamos esses dois
críticos teóricos Pêcheux e Bataille, já mencionados, para justificar nossas reflexões:
Emily recria o mundo semanticamente (normatizado); começa com a relação de cada
um com seu próprio corpo, sem arredores imediatos, e explora coisas-a-saber,
numa tomada na qual o sujeito em questão pode ter, ou não, noção segura sobre a
estrutura do real, qualquer que seja a tomada de posição diante dele, não sendo
necessária aí necessário se pensar sobre pegadas hermenêuticas ou
situação fenomenológica.
Se
pensarmos em Marx, que seria como o Galileu do continente histórico, veremos
naquela charneca de Wuthering Heights, O Morro dos Ventos Uivantes,
que o que Emily criou é como se fosse um tribunal onde nós poderíamos expurgar
nossas culpas gozosas e queimar na fogueira das emoções mais proibidas em peculiar
justaposição caótica de animais humanos em interação de uma montagem discursiva.
Temos
no Morro dos Ventos Uivantes a falsa aparência da homogeneidade
lógica, estilhaçada num romance eletrizante onde a sordidez da
desigualdade social busca, através da linguagem, na literatura de
influência gótica, um real próprio contrastando com o não logicamente-estável
(que aqui não aparece como um defeito em simples furo no real) que não
se reduz a ordenar coisas a saber a um tecido de tais coisas um real estranho a
universidade lógica mas um saber que não se transmite aprende ou ensina no
entanto existe produzindo efeitos e colocando em suspenso a produção de
interpretações, lembrando que foi a partir de Freud que começamos a suspeitar
do que escutar logo do que falar e calar descobri sobre a inocência da fala e
da escrita a profundeza determinada de fundo duplo.
O que dizer do que parece aqui discurso do
inconsciente? Ora, Emily Brontë consegue enfrentar o desafio intelectual
abre uma falha no bloco compacto e coloca em questão a articulação dual do
discurso amoroso com o discurso social provinciano e golpeia o narcisismo da
consciência humana, ataca a eterna negociação do "si",
como mestre e escravo de seus gestos, palavras e pensamentos em relação com o
outro "si". No caso: Heathcliff e Catarina representam isso,
colocando suspeita no registro do psicológico eu Consciência, comportamento. A
sociedade tentou castrar simbolicamente Heathcliff, mas ele, com o passar do
tempo, contra-ataca em movimento anti-narcísico (O termo
"anti-narcisista" geralmente se refere a estratégias, posturas ou
perfis focados em identificar, neutralizar e se proteger de manipulações
narcisistas. O pilar central dessa abordagem é o desenvolvimento do autoamor,
o estabelecimento de limites firmes e a priorização das próprias necessidades,
o oposto exato do que o narcisista exige da vítima).
Os
trabalhadores, como a narradora-mor, a empregada Nelly, são exibidos em suas
relações com o cotidiano, no inferno da ideologia que os coopta como
peças fundamentais para a produção do sentido desconstruindo a ideia que as
classes dominadas não poderiam inventar nada de bom por estarem sempre
ocupadas no trabalho braçal.
O humor
e o traço poético não são o domingo do pensamento,
aí. Os empregados se dão ao luxo de experimentar o inconsciente. No romance O
Morro dos Ventos Uivantes afirma-se a metalinguagem diante do equívoco
da língua. Todo enunciado é suscetível de tornar-se outro diferente de si
mesmo, descolando-se do sentido para derivar para um outro, oferecendo
interpretações diversas, daí a necessidade da análise de discurso ao outro. nas
sociedades e na história interpretação e descrição vão se entrelaçando quando
problematizamos o discurso da senhorita Brontë, mas não se misturam no indiscernível,
mas em jogo onde os lugares, elipses, no espaço da leitura dentro da
pluralidade contraditória de filiações históricas, nem sempre traduz o “óbvio
saber”, mas reescreve-o.
Chegamos
a uma questão fundamental a refletir: a da discursividade em o Morro dos
Ventos Uivantes, instaura-se uma rede de reestruturação de memórias (dos
vários narradores. George Bataille, em seu livro A literatura e o mal
afirma que o fundamento da efusão sexual é a negação do isolamento do eu que só
conhece o desfalecimento ao se exceder ao se ultrapassar na solidão do ser
(BATAILLLE, 1989, p. 10). Crianças têm o poder de esquecer por um momento o
mundo dos adultos A violência de Heathcliff, desenfreadamente, se exprime, e é
contraposta pela calma, equilíbrio e simplicidade do discurso da narradora
Nelly. O caráter dele parece artificial, até mesmo fabricado. Não há lei que
ele não se deleite em transgredir.
“Emily atingiu as fronteiras do limite na
coincidência de contrários o mal é apenas o princípio oposto de uma maneira
remediável à ordem natural que está nos limites da razão” (BATAILLE 1989, p. 27). Há, entre a vida de
Emily e as de seus personagens certas ligações que nos fazem refletir no
seguinte aspecto:
O
que esta projeção de autor na obra sobre si mesmo – passando por deformação,
lapsos de memória, seleção, tempo psicológico, peculiar roteiro, mistura da
própria vida com os prazeres involuntários que a ficção oferece – parece-nos é
uma estratégia encantatória recheada de ambiguidades tentadoras, na qual a
homonímia fanática leva o leitor a um labirinto de ambiguidades legítimas que o
torna cúmplice na indeterminação do sujeito. Identificando-se com o
protagonista, o leitor aceita que o narrador-autor possua a identidade nominal
de tudo isto, levando o pesquisador que se baseia na teoria da literatura a
chegar próximo desta confusão que se estabelece. (MELO NETO, 2020, p. 112).
É importante
destacar que O morro dos ventos uivantes foi escrito em um período de
profundas transformações sociais, como por exemplo, a grande fome
(período conturbado para a Inglaterra), e a revolução industrial. Embora muitos
críticos tenham dito que a
sociedade da época não estivesse retratada na narrativa de Brontë, não é
difícil perceber como ela retrata, questiona e subverte aspectos daquela sociedade
de modo contundente.
Buscamos
expressar estas nossas opiniões através de uma adaptação teatral, encenada por
atores/ discentes de Letras, que fazem para do nosso Grupo de Extensão na
Universidade.
Referências
BACCEGA,
Maria Aparecida. Palavra e discurso:
história e literatura. São Paulo: Editora Ática, 1996.
BATAILLE, George. A Literatura e o
Mal. Porto Alegre: Ed. L& PM, 1989.
BRONTË. O Morro dos Ventos Uivantes
Bilíngue. Trad. de Doris Goettems. São Paulo: Ed. Landmark, 2012.
MELO NETO, Moisés Monteiro de. Biografia, autobiografia, autoficção: literatura e história em
entrelaçamentos vivenciais. Maceió, AL: Editora
Olyver, 2020.
PÊCHEUX, Michel. Semântica e Discurso:
uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Editora da Unicamp, 1988.
PÊCHEUX, Michel. O discurso: Estrutura
e Acontecimento. Campinas-SP: Pontes Editores, 2015.

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