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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

27 de janeiro: DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

Eu, Moisés Monteiro de Melo Neto, farei parte de uma mesa para discutirmos o massacre das minorias promovido pelos alemães durante a 2ª guerra mundial

27 de janeiro, às 19h

Sinagoga Kahal Zur Israel

Primeira sinagoga das Américas - Recife, Pernambuco


Rua do Bom Jesus, Recife


DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO




Esta semana na Inglaterra, qualquer menção ao Holocausto foi removida do currículo escolar.

Alega-se que lembrar o Holocausto é ofensivo para a população muçulmana que nega a sua existência.


A Segunda Guerra Mundial na Europa terminou cerca de 70 anos atrás.

Este e-mail destina-se a criar uma cadeia de memória .....

À memória de ..

6 milhões de judeus ,,
20 milhões de russos,
10 milhões de cristãos,
1.900 padres católicos

Quem eram?

Estuprados assassinados, queimados mortos de fome, e humilhados ...

        Agora mais do que nunca..
Enquanto o Irã e outros afirmam que o Holocausto nunca aconteceu ....

É essencial nós fazermos tudo para o mundo não esquecer ..

Junte-se a nós e participe da CORRENTE DE MEMÓRIA.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Eisenstein de Peter Greenway: o cineasta de origem judaica e o homossexualismo no México

Assistimos ao Que viva Eisenstgein!
Um filme permeado de tomadas fantásticas, boas interpretações e fotografia magistral.
Um filme além dos padrões convencionais tomou o Recife de assalto em meio ao tiroteio hollywoodiano de final de ano que incluiu o desgostoso Star Wars (agora totalmente da Disney!)e... Charlie Brown.

Cena na qual o cineasta russo visita a casa do seu amante


A exibição deu-se no longínquo Cinema do Museu, tive oportunidade de assisti-lo ao lado da cineasta pernambucana Kátia Mesel, próximo estava o dramaturgo João Denys Araújo Leite.

Depois do filme fomos à venda do seu Antônio, em Casa Forte (aqui, no Recife, claro) e lá estava o cineasta Cláudio Assis, sozinho, novamente.

na Venda do seu Antônio

O tema homossexualismo e a herança judaica permeou nossa animada conversa.

(Moisés Monteiro de Melo Neto)

ANALISE EVA PERÓN DE COPI


por Rômulo Ramos



A peça Eva Perón foi escrita por Raúl Damonte Botana mais conhecido por Copi, escritor contemporâneo argentino representante da literatura de pós-vanguarda. Com uma linguagem de estética humorística e paródica o autor lança em cena as relações entre história e ficção, mito e ironia. A ironia na peça surge da encenação crítica dos discursos estereotipados fundadores do mito.  Já a parodia da figura mítica de Eva Perón ganha projeção a partir da ironia que os discursos geram em torno dela.

Eva Perón é um texto cheio de esperança que permeia dentro da realidade do drama. Suas narrativas transgressivas traz a comicidade dentro da caricatura dos personagens. O exagero que os personagens carregam nas cenas dá projeção e potencialidade à realidade. Seja pelos atritos, pela falta de memória, pela doença, pela constante presença que o desenho se forma entre os quadros durante as cenas. O texto recheado de temas como: desmemoria, sexo, violência, são costurados numa escrita contínua, irônica, barroca, ácida, surreal e fantástica que continuadamente viola padrões da norma moral heterossexual, provocando multiplicidade e o riso crítico. “Confesso que fiquei meio confuso, Copi literalmente distorce a imagem de Eva Perón. Onde mito e historia se confundem. Talvez esteja enganado, mas não deixo de expor aqui minha opinião.”
Ressalto que Copi tem um universo bastante interessante cheio Temas provocador que entrelaça mulheres, sexo, mães, trancexualidade, homossexualidade, travestismo, bissexualidade, doença, horror psicológico, violência doméstica, fetichismo, morte, exagero, comicidade e até mesmo a linguagem POP que o texto carrega.
Quando li pela primeira vez o texto me sentir incomodado pelo fato da personagem ter uma doença grave e seria onde as brincadeiras quebram a situação atmosférica das cenas.  Na peça de Copi não se salva ninguém: nem os peronistas e nem os antiperonistas. Na integra, é a realidade que é questionada: todos os discursos são igualmente esvaziados de fundamentos. A ironia esvazia toda essencialidade deles e chama a atenção para a construção da cena.

Copi aproveitou a oportunidade no texto e trouxe consequências ligando política e imagem. Dentro dessa densa e humorística teatralidade faustosa e grotesca, Copi faz uma paródia teatralizada, mostra uma Eva que é sua própria representação, um travesti. A travestização, a imagem distorcida da mulher aparece traçando o histórico e o político. Unindo tudo isso numa trama de explicações e invenções sarcásticas dando riso ao ridículo e ao irônico.

Enfim, é um texto divertido embora cheio de artimanhas dos personagens. Um texto para brincar com o ridículo, ultrapassando a ironia da vida.





sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Bowie : judeu? Parece que só o irmão dele é que seria judeu

No seu álbum (1976) “Station to Station”, diz David Bowie: “Aqui estamos nós, um movimento mágico do Kether para Malkuth” (“Station to Station”).



 Eis uma  vez na história, que um termo cabalístico (em hebraico) tenha foi usado na música pop internacional. Nesta letra está a referência às emanações divinas do infinito: Kether, ou “a coroa”, vontade divina ou a luz pura, e Malkuth, ou “realeza” – o receptáculo acolhedor da luz. Isto é:  potencial puro das manifestações que acontecem em outras dimensões, representando a própria essência, atemporal e livre.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Nasce a primeira flor cultivada na estação espacial internacional





(Nossa! E eu me lembrei do musical A pequena loja de horrores)

Alguns poemas de Ondjaki, escritor angolano que estou lendo

Prendisajem

o tomate avermelha mundos.
o cheiro da terra perdoa constipações.
folha é parede verde
para sol chegar.
flor é uma outra narina de abelha.
alcunha de qualquer jardim
é biolabirinto.
a exagera em
amizades com a merda.
o pirilampo é a lanterna do poeta.
o porco-espinho exagera em
modos de precaução e
a mandioca tuberculiza o chão.
...
o cheiro da terra rejuvenesce a humanidade.


Arve jánãoélógica

ser folha é
nem sempre estar para sol.
a outra folha
lém de nossa vizinha
pode ser nossa irmã de sombras.
a folha
enquerendo ser lago
acontinenta o galho.
o galho
ensendo fio de cabelo
gentifica a arve.
a arve
de tanto ser ela
lembra um sorriso quieto.
lém de transpirar
bonito é que ela respira.

Penúltima vivência

quero só
o silêncio da vela.
o afogar-me
na temperatura
da cera
quero só
o silêncio de volta:
infinituar-me
em poros que hajam
num chão de ser cera.


Ondjaki, Poeta Angolano, do livro "Há prendisajens com o xão (o segredo húmido da lesma & outras descoisas)".

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Vergonhoso o valor do aumento das tarifas ônibus no Recife!

Sobre o aumento das tarifas (ônibus, Recife); além de um percentual acima da inflação (e do aumento de quase todos os salários), eles apresentaram as planilhas de custo em 3 minutos! E ainda vão ganhar altos subsídios do governo (isto é, através dos nossos impostos)? Depende de nós (aceitar isto ou não). Não podemos culpar os outros por nossas omissões, não é?
É o cúmulo e acúmulo do capital.
1% detém o valor do Capital Máximo mundial (dos outros 99% que sustentam esta cambada!)