Pesquisar este blog

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Johnny Depp não é Marcel Duchamp (esse poemeto de Moisés Neto não é um cachimbo de Magritte)

(Depp posa de Duchamp para ensaio fotográfico)


Há um ator diferente na fissura do establishment
qual homulher jovelho solto na estepe
de hollywoodiano triste riso, atende, às vezes, por Mr. Depp

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O filme sobre TIM MAIA

 Eu assisti ontem ao filme sobre TIM MAIA: profissionalismo  no roteiro enxuto faz do enredo algo embalado em plástico, a tragédia , a emoção, a felicidade, a reconstituição de uma época, tudo temperado para não ter sabor, mesmo assim... um passatempo bom (pressuponho erros, mas...) atores se empenham com bons resultados e a fotografia não é esplendorosa: dá para o gasto; ah! haviacinco pessoas na plateia na Boa Vista noturna recifense.

domingo, 9 de novembro de 2014

Nheengatu

Os Titãs lançaram Nheengatu, o CD,  e levantam mais uma vez a bandeira da insubmissão e a do questionamento 

(ah! o significado de Nheengatu? Um vocábulo indígena que significa Língua geral, na verdade uma língua trabalhada pelos jesuítas nos mil e seiscentos para que os índios e os portugueses pudessem se comunicar no Brasil). Na capa do CD temos uma pintura de Peter Bruguel (a Torre de Babel). Vale a pena conferir.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

As tardes de sábado têm sido de muita discussão e prazer na Livraria Jaqueira: política, literatura, psicanálise e muito mais. Um forum como poucos no Recife. Jomard Muniz de Britto chama o lugar de Universidade da Jaqueira.
Momento musical com Almir (Ave sangria) e Canibal (Devotos), dentre outros

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sangue azul: de Lírio

O nome do circo é Netuno, e sua lona está sendo montada, essas cenas iniciais são em preto e branco (ofilme só fica colorido quando um canhão dispara  Zolah (Daniel de Oliveira), o homem-bala, que é nativo que viajou com o circo antes. Ele tem um relacionamento peculiar com a irmã Raquel (Caroline Abras), e sua  mãe, Sônia (Sandra Corveloni), o mandou para longe, por isso:  temia um incesto entre as crianças. 



Então o garoto, agora um homem, reecontra a família depois de vinte anos e é chegado o momento de resolver as questões do passado que ainda o atormentam. 


Assisti ontem ao filme e fiquei impressionado. Achei que o cinema pernambucano chegou à maturidade.


'Sangue Azul', de Lírio Ferreira, tem ator Daniel de Oliveira em busca de amor impossível em Noronha

A direção do pernambucano Lírio Ferreira conduz o filme Sangue azul, a um clima que tem tudo para envolver o espectador e levá-lo ao deleite e à  reflexão. Exibido em  Festivais, já levou troféus como o Menina de Ouro: Melhor Fotografia, para Mauro Pinheiro Jr, e de  Figurino (Juliana Prhyston). Ambientado em Fernando de Noronha, o filme tem como eixo a história do tal homem-bala Zolah (Pedro) e sua irmã, Raquel, uma mergulhadora. O sexo lateja de forma lírica, com o perdão do trocadilho, com abordagem contemporânea. Pereio no papel do apresentador misterioso está muito bom. O elenco está bem afiado e tudo flui num ritmo invejável.

Assista à reportaghem da TV Golfinho:

https://www.youtube.com/watch?v=lIAM2o638cs

“O  circo é uma ilha que se move, o sangue azul é o mar de Yemanjá. Mas, para mim, o cúmulo da incapacidade de amar seria a relação entre dois irmãos. Sangue azul nasceu da perspectiva entre a mitologia e macumba”. Apesar de Lírio dizer isso, tal viés aparece de modo bem discreto”.

Esse filme nasceu clássico

 Ele continua: “Dentro de uma perspeciva geográfica, nasceu da minha experiência de nascer e viver no Recife. Vários bairros da cidade são ilhas, como o Recife Antigo, a Ilha do Retiro e a Ilha do Leite, onde eu moro. O que retrato no filme é o que vi nos espetáculos dos circos Orlando Orfei, Garcia e Nerino. Antes de olhar para o futuro, eu sempre gosto de dar dois passos para o passado. Talvez o circo seja o meu Amarcord pernambucano. Tem uma homenagem direta a Fellini por meio do personagem Inox, vivido por Milhem Cortaz, que parece ter saído de A estrada da vida. O circo entra no filme como uma metáfora do cinema, que faz parte da minha maneira de pensar e que talvez não exista mais. Seria óbvio fazer um filme sobre o cinema. Pegar um circo, que pode não existir no futuro, foi a minha maneira de falar do cinema."
Como não se encantar com essas imagens?

 "Talvez eu esteja fazendo sempre o mesmo filme, mas de maneira diferente. Eu faço cinema porque tenho muitas dúvidas. O que me interessa é que o filme suscite debates e as mais diversas leituras, e que eu também saia aprendendo. Como faço tudo muito intuitivo, às vezes as respostas que recebo fazem parte dessa provocação. Isso é mais interessante do que ter que certezas. Eu gosto mais de fazer perguntas do que respondê-las. Talvez boa parte do cinema contemporâneo tenha uma certa caretice mesmo, essa coisa do politicamente correto. O filme tem várias cenas sexo, entre homem e mulher, homem com homem, ménage à trois.  Não sei ao certo, mas talvez isso tenha a ver com essa impossibilidade de amar, um certo desequilíbrio com o sexo".

A música, a cargo de Pupilo, Nação Zumbi, é um deleite à parte, mas combina-se de modo extremamente adequado à diegese do filme.
 "Quanto ao  homossexualismo: no cinema brasileiro é permitido até certo ponto. Há um falso moralismo absurdo nisso”, declara o diretor.

O homem mais forte do mundo é homossexual

 Detalhe: o registro, segundo dizem, se deu à moda antiga. Filmado em película, e mais: sem estúdio.


a participação de Ruy Guerra é um prazer a mais


"Imagino o cinema como uma espécie de road movie, em uma estrada pavimentada, prefiro pegar um caminhãozinho e passar pelo barro. Gosto de me perder nas minhas aventuras. Não sei como os caboclos baixam, mas eles baixam". 





O estranho caso da jovem norte-americana que tinha um câncer terminal e decidiu cometer suicídio com a ajuda do governo

Para mim ainda soa estranho esse ato norte-americano, mas justo. Acho que seja a minha formação católica que fala mais alto que a razaão. Será? 
 O nome dela era Brittany Maynard, tinha 29 anos e deixou essa mensagem: "Adeus, queridos. Hoje é o dia que escolhi partir com dignidade diante de minha doença terminal, este terrível câncer cerebral que tirou tanto de mim... Mas que poderia ter tomado muito mais. O mundo é um lugar bonito, viajar foi meu melhor professor. Espalhem boa energia. Vale a pena!". 
O grupo 'Compassion & Choices', que luta pelo direito à morte com dignidade disse que ela morreu no dia 1º de novembro. Em janeiro, os médicos afirmaram que a jovem teria seis meses de vida, mas que seria muito doloroso em consequência da natureza agressiva do câncer. Nos EUA, cinco estados permitem o suicídio assistido.