CORDEL Michel Pêcheux e a poesia
Por Moisés Monteiro de Melo Neto
1 Pêcheux filósofo
e linguista
Trinta e oito- oito
três
na Análise do
Discurso
destacou-se esse francês
de linha
materialista
como Althusser, fez
2 em teoria expôs
juntou linguagem,
ideologia
e história, propondo que
o sujeito é discurso, dizia
influenciando profundamente
ciências humanas do
dia
3 Sua Vida e sua Obra
Vou contar pra quem quiser
Da escola superior
professor ao que vier
E também pesquisador
Seguindo Althusser
4
Não estuda a linguagem
apenas como instrumento
de comunicação, mas propôs
gerar um outro fomento
nas formações discursivas
e o ideológico assento
5
Conceitos-Chave: Sujeito
Interpelado, logo digo
formação
discursiva
interdiscurso, prossigo
esquecimento,
estuda
Ideologia não tem
abrigo
6
Sua obra é fundamental
para entender a relação
entre o que é dito e o contexto
não é só opinião
tem base em Marx, Freud, Lacan
em qualquer ocasião
7 Critica à
afirmação do óbvio
Na base? Analisa o Discurso
de linha francesa.
Pêcheux
propõe um novo
recurso
sentido não é
transparente
história não é
concurso
8
Rompe com o Tradicional
Eita, sujeito danado!
sentido não é autoevidente
argumenta, não fica parado
contexto é observado
9
A Formação Discursiva
É conceito a se expandir
formações discursivas
assim ele vai seguir
definem o que pode e deve ser
dito, e ele vai resistir
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Ideologia e Sujeito
se materializam em linguagem
o que fala não é o criador
original , sua abordagem
toca no assujeitado
desmascara a natural sacanagem
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Trata o poético a se construir
em determinados lugares
reúne formulações
recortes, juntando pares
unidades discursivas
de fontes preliminares
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Junções intertextuais
Interdiscursivas
ideias
A teia vai se
firmando
Para abismadas
plateias
Este Pêcheux é imortal
erro e
ambiguidade? Odisseias
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Na ordem do eliminável
Este homem se
afoitou
lá onde o poético
irrompe
meu coração conquistou
em relação
tão fundante
tais versos
proporcionou
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O equívoco e o político
afetam o real da
história
na Análise do
Discurso
engano não tem
vitória
condições de
produção
matéria não é
aleatória
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Campo discursivo que
Sai do
estruturalismo
E (re)formula-se,
sim
pelo materialismo
aí: ferramentas teóricas
Pêcheux? Sem
reducionismo
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Teorias da linguagem, lê
psicanálise de Lacan
no seu retomo a
Freud
nunca é uma base
vã
discurso, estudado
via Marx
classicismo coisa malsã
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O inconsciente intervém
Centramento no sujeito
evidência do sentido
linguística vê o imperfeito
funcionamento
da linguagem
mas a
linguagem, tem jeito?
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Práticas linguageiras
real da língua? Pois é...
real? Inconsciente? História
palavras gorjeiam, até
desenhos verbais de imagens
poesia? Pêucheux bota fé
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O último livro de Pêcheux
da Conferência
“Marxismo
e Interpretação da Cultura
Limites”? Lições de civismo
enunciado a se
deslocar
contra o determinismo
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Mas e o lugar da poesia?
Voltamos a perguntar
privilégio de cessação
vamos, sim, reafirmar
princípio
saussuriano
do valor: p o e s i a tem lugar
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Determinado na língua
porque ela é literalmente
coextensiva a esta última
também o equívoco, sente
afeta e corrompe princípio
da univocidade na mente
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Língua não é localizável
nela: o equívoco aparece
exatamente= o ponto
em que o impossível acontece
(linguístico) e (histórico);
língua e fato,
esclarece
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