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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Gosto dos conteúdos que a UPE seleciona para seus exames de admissão. Bem melhor ESTA ABORDAGEM do que o famigerado ENEM


LITERATURA BRASILEIRA

William Cereja tem produzido excelente material didático  muito interessante para os mais jovens estudantes





Moisés Monteiro de Melo Neto e William Cereja




SSA 1    1. O texto literário: 1.1 conceitos; especificidades, características e funcionalidade. 1.2 estilo individual, estilo de época, texto e contexto social e histórico. 2. Funções da linguagem: 2.1 as funções da linguagem no estudo do texto literário e não literário. 2.2 conotação e denotação na análise de texto literário e não literário; 3. Gêneros literários: 3.1 lírico, épico, narrativo (conto, crônica, romance e novela) e dramático; 3.2 aspectos constitutivos dos gêneros literários. 4. A plurissignificação da linguagem literária: 4.1 intertextualidade e Interdiscursividade; 4.2 – paródia e paráfrase. 5. Estudo da gênese da literatura brasileira: 5.1 – a influência da literatura portuguesa na formação da literatura brasileira: da era medieval ao classicismo de Camões. 5.2 - a informação e a missão - a literatura de viagens e a de catequese. 6. O Quinhentismo. 6.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do Brasil colonial. 6.2 – A Carta de Caminha e Crônicas dos Viajantes. 7. O Seiscentismo. 7.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária da época seiscentista. 7.2 - a poesia de Gregório de Matos, os Sermões de Padre Antônio Vieira. 8. O Setecentismo. 8.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período setecentista. 8.2 - O arcadismo mineiro - o épico, o lírico e o satírico. Cláudio Manoel da Costa. Tomás Antônio Gonzaga – José Basílio da Gama. Obras Literárias 1. GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. São Paulo: Martin Claret, 2007. 2. MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM Editores, 1999. 3. OLIVIERI, Antonio Carlo e VILLA, Marco Antonio (Org.). Cronistas do Descobrimento. Série Bom Livro. São Paulo: Editora Ática, 1999. 4. TORERO, José Roberto e PIMENTA, Marcus Aurelius. Terra Papagalli. Rio de Janeiro, 2010. 5. VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. São Paulo: Martin Claret, 2010.
SSA 2 LITERATURA BRASILEIRA 1. O Romantismo. 1.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período romântico brasileiro. 1.2 – as fases da poesia romântica: nacionalista, ultrarromântica e social. 1.3 – a prosa romântica: indianista e urbana. 1.3 – A literatura de transição, de Manoel Antonio de Almeida. 1.4 – o estudo das principais obras dos seguintes autores: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves, Joaquim Manoel de Macedo, José de Alencar e Manuel Antonio de Almeida. 2. O Realismo. 2.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período realista do Brasil. 2.2 – a relação  asàentre o paradigma racionalista e a construção da estética realista e naturalista do Brasil. 2.3 - prosa   parnasosimbolista:àidiossincrasias da literatura de Machado de Assis e de Aluísio Azevedo. 2.4 – poesia  o esteticismo de Olavo Bilac entre o sensualismo e o perfeccionismo do verso, e Cruz e Souza entre o misticismo e a revolta contra o preconceito racial. Obras Literárias 1. ALVES, Castro et al. Antologia de poesia brasileira: romantismo. São Paulo: Ática, 1998. 2. ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: Ática, 1998. ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1998. 4. AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. São Paulo: Ática, 1998. 5. ALMEIDA, Manoel Antonio de. Memórias de um Sargento de Milícias.

SSA 3  Pré-modernismo. 1.1 - contexto social e histórico: o estudo da produção literária da época. 1.2 – o estudo dos seguintes autores e suas principais obras: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. 2. As Vanguardas Europeias. 2.1 - contexto social e histórico: o estudo das diversas influências estéticas na literatura da época. 2.2 – futurismo, cubismo, dadaísmo, expressionismo, impressionismo e surrealismo. 3 Modernismo. 3.1 – Primeira Fase: A Semana de Arte de 22: a inovação de Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira. 3.2 - Segunda Fase – o Modernismo de 30: a poesia nas suas múltiplas faces: Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. 3.3 – O Regionalismo Nordestino: a narrativa vigorosa, a denúncia social e a forte oralidade na  Rachel de Queiroz, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos e Jorge Amado. 3.4 - Terceira Fase - aàficção GERAÇÃO de .45: João Cabral de Melo Neto ( o poeta engenheiro); Clarice Lispector (epifania clariciana) e João Guimarães Rosa (a linguagem reinventada). 4. Tendências da Literatura Contemporânea. 4.1 – Poesia Concretista: Ferreira Gullar, Decio Pignatari e Os Irmãos Campos. 4.2 – As peculiaridades da produção literária dos seguintes autores: Mario Quintana, Paulo Leminski, Adélia Prado e Raimundo Carrero. 4.3 - O teatro brasileiro. - A visão inovadora de Nelson Rodrigues. 4.4 – A denúncia social, o humor e a ironia de Ariano Suassuna. Obras Literárias 1. CARRERO, Raimundo. A História de Bernarda Soledade. Recife: Editora Bagaço, 2005. 2. LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocoo, 2010. 3. MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Alfaguara Brasil, 2007. 4. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2006. 5. ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6. SUASSUNA, Ariano. A Farsa da Boa Preguiça. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.
Bernarda Soledade  uma mulher  bastante batalhadora que morava no sertão da Paraíba em uma cidade chamada  Puchinãnã.  Essa historia se passa em dois temos no passado e no presente. Conta que Bernarda, s Inês( irmã) e sua mãe Gabriela estão rezando no santuário . Mais todas as vezes que  elas vão começar a tempestade atrapalha, sua mãe Gabriela estava para comemorar as bodas de ouro. Até que Lembram que Anrique o irmão do Pedro Militão, ou seja, seu tio . Ele chegou com seu cavalo imperador . Ele pede para passar uns tempos  na casa da família , ai Bernarda deixa já que tinha tomado tudo dele e proibido a captura de cavalos selvagem, mas ele tinha que fazer o serviço  dela que era domar os cavalos da casa grande, ela  também diz a história de  quando ele ficou todo ensanguentado depois de pegar um cavalo . fala também  quando encontra seu pai enforcado no quarto do segundo andar .  No presente Bernarda e Inês discutem  porque Bernarda só toma decisões erradas e elas duas também falaram que Anrique quando estava vivo gostava das duas irmãs , elas tentaram terminar a reza mas as velas se apagaram e quando elas iam acender Gabriela disse que não acendessem  porque os mortos conversam no escuro . Inês estava bordando um galo vermelho que seria dado para a filha de Bernarda, mais Bernarda não entendia porque a sua filha já  tinha morrido e Bernarda também matou o filho de Inês . Benarda fica pensando quando ela e Anrique estavam sozinhos no quarto e Anrique confessou que tinha atado Pedro militão ai Bernarda ficou com raiva.Nessa Parte o livro fala sobres os pensamentos de Inês que gostava de tomar banho nua no rio. Gabriela sempre ficava esperando Pedro e ficava falando no casamento e o que ia acontecer na sua festa de comemoração das bodas mais Pedro já estava morto.     
        
    Depois elas tentavam terminar a reza mais os cavalos  principalmente o imperador   faziam muito barulho mais mesmo assim elas terminaram a reza, depois Bernarda achou muito estranho que todos ainda estavam acordados e sempre depois da reza todos dormiam , até que o cavalo de Anrique o imperador quase derrubou a porta, Inês começou a pensar quando encontrou Anrique quando ela tomava banho nua no rio, dessa vez foi Bernarda quem lembrou quando ela e Anrique atacaram os fazendeiros daquela região que eram Lucas jeremias, Pedro de Azevedo e Arimateia, todos eles  mortos por  Bernarda por isso era conhecida como Tigre Bernarda Soledade. Gabriela Soledade gritava pelo marido até que  Bernarda e Inês pegaram  aguardente para ela e ela ficou mais quieta  sentada na cadeira e com o vestido todo desbotado e imperador sempre fazendo barulho alem dos trovoes  e quase tudo escuro mais Gabriela ainda falava e Bernarda e voltou a fazer crochê. Gabriela depois de ter tomado aguardente ela dorme , Inês e Bernarda continuam  a conversar, Bernarda pergunta a Inês se ela não gostaria de ter um filho Inês pensa e responde  que não , depois da conversa a mãe delas acorda com  um grito, e os santos do santuário sempre ficaram sangrando representando o sofrimento daquela casa. Gabriela  se assusta e  bate a cabeça fazendo um corte  e Inês sua filha pega um pano para limpar. Com a distração de Inês e Gabriela, Bernarda sai na chuva ela cai por causa que o fantasma do  cavalo imperador o derrubou , ela levanta  e vai até o túmulo de sua filha e começa a falar com a filha morta, falando das coisas que deu a ela e fala que não queria uma filha mulher porque na cidade já havia muitas mulheres. Inês percebe que Bernarda saiu e vai atrás dela e sempre chamando por Bernarda que não responde e vai ao túmulo de Anrique.         
                        
   Agora a história se passa  no passado ela fala que quando Anrique foi assassinado Bernarda com a barriga grande foi se vingar, no meio do caminho Bernarda sente dores e cai do cavalo, Inês Soledade que estava espionando saiu do meio do mato e fez o parto de Bernarda que ficou feliz pensando que era menino mais não era e ela com cara de nojo mandou Inês levar ela para a casa delas depois Bernarda montou no cavalo e foi para casa. No presente Inês foi atrás de bernarda que tinha saído de casa que foi no tumulo da sua filha, mesmo assim achou Bernarda no escuro, Elas voltam para casa quando chegam em casa viram que sua mãe  não estava mais em casa ai elas duas saem de novo  de casa mas agora elas foram no santuário para rezar e ir procurar a mãe.

    Agora a história se passa no passado que Inês atraiu Anrique para a sua morte, Anrique foi morto por Pedro Lucas filho do Geremias ,quando Pedro Lucas matou Anrique com  um tiro na boca depois no enterro do pai em Santo Antonio do salgueiro. Novamente no presente Gabriela foi encontrada morta ela foi  morta no curral ela havia sido pisoteada pelos cavalos,O livro termina com Inês limpando um santo que estava todo ensangUentado e limpando-o enquanto Bernarda foi rezar, pegou o galo bordado e colocou em um pau como uma bandeira .


ARTISTA PLÁSTICO GIL VICENTE DIZ QUE QUER INTERVENÇÃO MILITAR

Que é que é isso, minha gente? Deu a louca no hospício. Só pode ser ironia artística, fala nonsense ou fora do contexto! Ele vai retificar? Ou vai ratificar? O resto é silêncio que precede tempestades, como dissemos antes...

ASSISTA E PENSE:

http://www.folhape.com.br/robertajungmann/video.aspx?vid=0XGil71z38w/entrevista-com-gil-vicente

domingo, 7 de maio de 2017

Menos mal, franceses escolhem seu líder, um jovem com novas ideias e não aquela fascista!

Macron há um ano fazia parte do gabinete de um dos presidentes mais impopulares da França, mas agora, aos 39 anos, vence a eleição presidencial, derrotando a extrema direita (ufa!), mas é europeu e a gente do Brasil já está escaldada desta cambada metida a besta que está se lixando para os nossos reais interesses (nem nós estamos cuidando bem disso, não é?); Macron teve sorte: um escândalo derrubou o candidato da centro-direita François Fillon. Lembrando que ainda em 2016, Macron lançou o movimento En Marche! (Em Marcha).
Um brinde!



sexta-feira, 5 de maio de 2017

FIM DE JOGO, peça de Samuel Beckett, entra em cartaz no Teatro da Caixa Cultural

Renato Borghi, ao meu lado na foto (durante as filmagens de O CANGACEIRO), está no Recife, apresentando FIM DE JOGO, de Beckett: IMPERDÍVEL!

 Moisés Neto no intervalo de uma cena com os atores Paulo Leite, Renato Borghi e Antonio Petrin, com quem contracenou em "O Cangaceiro", São Paulo





Ingressos: 5, 00 e 10, 00 reais

quinta-feira, 4 de maio de 2017

FOGO NO TEATRO PERNAMBUCANO!



O Corpo de Bombeiros está tentando controlar o incêndio do teatro Barreto Júnior,  no Cabo de Santo Agostinho,  Região Metropolitana do Recife, agora mesmo. Eles informaram que enviaram uma viatura ao local e ainda não há informações sobre vítimas. Já não basta a situação caótica das artes cênicas por aqui, e agora isso! Que baixo astral desgraçado.

Auxílio-alimentação a ser recebido já a partir deste mês, pelos vereadores do Recife, no valor mensal de R$ 4.595,00 (aumentou mais de 50%!)

O ódio dedicado aos nossos políticos ganha reforço com mais uma manobra sinistra deles em Recife:trata-se do auxílio-alimentação a ser recebido já a partir deste mês, pelos vereadores do Recife, no valor mensal de R$ 4.595,00 (aumentou mais de 50%!). Ivan Moraes, do PSOL , achou ótimo. E aí?

Revendo AMARELO MANGA, filme de CLÁUDIO ASSIS

Amarelo Manga, o filme de Cláudio Assis


por Moisés Monteiro de Melo  Neto


Moisés Neto e Cláudio Assis 


O Recife no filme “Amarelo Manga”, do diretor pernambucano, nasceu em Caruaru, Cláudio Assis, com roteiro de Hilton Lacerda (um dos fundadores do Movimento Mangue) é assustadoramente anti-polifônico: todos os personagens têm a mesma voz, a mesma dimensão e parecem prontos para gritar: Fodam-se vocês, nós somos assim, porra!

Só se escuta essa voz, como num imenso monólogo cinematográfico: exclusão!
É um Recife que não tem nome de cidade. Desaparecem as identidades e há um grito como vindo de um campo de concentração, jogo de sombras e cores.
A estréia na “nossa” cidade, Recife, deu-se em 8/08/03 e trouxe quase dois mil convidados para duas salas com capacidade de lotação de 500 pessoas cada uma. Resultado: gente sentada no chão.

Cláudio Assis reclamou contra o governo de Pernambuco, leia-se Jarbas Vasconcelos, que só deu R$ 2.7000,00 para “Amarelo Manga” (cerca de 800 dólares) e que para uma produção carioca como foi “Lisbela e o Prisioneiro” (inspirada na obra de Osman Lins, direção de Guel Arraes) ele liberou quase 400 mil reais, mesmo sendo pra o filho de um adversário político do governador. Talvez porque Lisbela seja “alto astral” e tenha o padrão global de Brasil e Nordeste.

Um homossexual, um necrófilo, uma crente louca para soltar suas taras, um açougueiro que trabalha num matadouro (com direito a uma cena de matança de um boi e o subseqüente banho de sangue e pedaços de carne distribuídos em várias cenas do filme, até chegar ao vômito da crente, que um bicho lambe na hora), uma asmática solitária, interpretada pela atriz Conceição Camarotti, que já havia participado de “Texas Hotel”, curta de Assis que deu origem a este longa. Há também uma personagem-chave da trama que é uma dona de botequim problemática e outra uma moça que vive de biscates vivida pela atriz Magdale Alves, veterana dos palcos recifenses, que na película luta pelo amor do açougueiro e termina com a orelha decepada numa mordida sanguinolenta aplicada pela crente (Dira Paes) que queria pecar gostoso e que a partir daí, vendo seu homem fazendo sexo com outra à beira do rio, resolve se depravar pra valer.

Enfim: o desconcerto, onde intelectuais decadentes como o interpretado por Carlos Carvalho, surgem quase como figuração ou detalhe, faz-nos lembrar que há algo de podre no reino da Dinamarca: é o horror nosso de cada dia mesmo que está fedendo muito e que ganha o auxílio luxuoso de câmeras e tomadas estarrecedoras. Recife está se desnudando no cinema. Foi O Rap de Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas, agora este Amarelo Manga, dois longas que vieram romper o jejum, ao lado de Baile Perfumado, numa nova safra pernambucana, um novo ciclo cinematográfico.
As almas sebosas continuam assombrando a burguesia e exibindo a injustiça social, o brega-cósmico, o crime, a falta de perspectiva da pobreza em busca de uma saída mais digna. Aos poucos os cangaceiros, flagelados, Zé-manés, vão dando lugar a um Nordeste, Recife, mais urbano, monstruoso, doido, banguela, destrambelhado no asfalto: molambo e mocambo, ainda.

A manga aparece neste filme como fetiche: “manga com leite 0,90”, exibe ao menu do botequim acima citado. Os mais velhos na cidade diziam que manga com leite dava indigestão. Assis explica que a cor amarelo manga lembra palidez de doença, cor de coisa velha. No pós-manguebeat a lama continua dando na canela: só tem caranguejo esperto saindo desse manguezal. A trilha sonora está a cargo de Jorge du Peixe e Lucio Maia, do Nação Zumbi, além de Zero Quatro do Mundo livre s/ a . A Cena Recifense exibida no cinema: Stop! O Recife passou o foi o automóvel?Tudo acontece em 24 horas, como no Ulisses de Joyce que, aliás, também se passa num dia de junho, no filem é 16 de junho. Cláudio encheu o seu filme de subtextos provocativos. Estômago e sexo, eis o ser e o não-ser num filme feito com 450 mil reais, 150 mil dólares. Mágica!

A película já levou prêmios e vários festivais no Brasil e no exterior.Cláudio foi o diretor de produção do Baile Perfumado e neste seu novo filme, depois de muitos curtas, mostra a que veio. Exibe a sordidez com requintes pós-nelsonrodrigueanos em imagens, até certo ponto, clean e no formato Cinemascope, que é o padrão internacional. Este longa desbancou Desmundo (Brasil, 2003) de Alain Fresnot, que ambientado no nosso país, então colônia portuguesa, de 1570 e falado em português arcaico, com legendas, conta a saga das mulheres que foram trazidas para servir aos colonos em sexo e reprodução. No festival de cinema de Brasília, por exemplo, este último levou somente prêmios secundários enquanto Amarelo Manga levava quase tudo.

“O pudor é a forma mais inteligente de perversão”, diz o diretor numa participação hitchcokiana no próprio filme, no ouvido da tal crente que a seguir numa cena despudorada chega a enfiar o cabo de uma escova de cabelo no ânus de um parceiro que no momento geme de prazer com isso.

O filme é sádico, seu humor é ácido, cruel ao exibir a miséria recifense. Angustiante. Hilton Lacerda captou com precisão a fala das ruas do Recife. O diretor pernambucano foi convidado a exibir seu filme para o presidente no Palácio do Planalto. Lula e a primeira dama elogiaram e disseram que o filme “não era pesado”. A atriz Conceição Camarotti estava nesta sessão.



Os Filmes de Cláudio Assis:

  • 1987 – Henrique (curta-metragem)
  • 1993 – Soneto do Desmantelo Blue (curta-metragem)
  • 1996 – Viva o Cinema (documentário)
  • 1999 – Texas Hotel (curta-metragem)
  • 1999 – O Brasil em Curtas 06 - Curtas Pernambucanos (ficção)
  • 2002 – Amarelo manga (longa-metragem)
  • 2006 – Baixio das Bestas (longa-metragem)
  • 2011 – Febre do Rato (longa-metragem)
  • 2016 – Big Jato (longa-metragem)
  • Piedade (sem data para estrear)



Moisés Neto e Cláudio Assis